Unidade na Diversidade

“São muitas as formas de apostolado – proclama o Concílio Vaticano II – com que os leigos edificam a Igreja e santificam o mundo, animando-o em Cristo”. A única condição é “estar com Cristo”, ensinar a sua doutrina, amá-lo com obras. O espírito cristão deve levar-nos a fomentar uma atitude aberta perante as diversas formas apostólicas, a empenhar-nos em compreendê-las e a alegrar-nos sinceramente de que existam, entre outros motivos porque o campo é imenso e os operários poucos. “Alegra-te quando vires que outros trabalham em bons campos de apostolado. – E pede, para eles, graça de Deus abundante e correspondência a essa graça. – Depois, tu pelo teu caminho; persuade-te de que não tens outro”.

Para um cristão, não seria possível viver a fé e ter ao mesmo tempo uma mentalidade de partido único, que excluísse todo aquele que não adotasse determinado estilo, método ou modo de atuar, ou preferisse outros campos de apostolado. Ninguém que trabalhe com reta intenção é um estorvo no campo do Senhor. Todos somos necessários. É muito conveniente que, entendendo bem a unidade na Igreja, Cristo seja anunciado de modos muito diferentes.

Unidade “na fé e na moral, nos sacramentos, na obediência à hierarquia, nos meios comuns de santidade e nas grandes normas de disciplina, segundo o conhecido princípio de Santo Agostinho: In necessariis unitas, in dubiis libertas, in omnibus caritas (nos assuntos necessários, unidade; nos de livre opinião, liberdade; em todos, caridade)”. E essa unidade necessária nunca provocará uma uniformidade que empobreça as almas e os apostolados: “No jardim da Igreja houve, há e haverá uma variedade admirável de formosas flores, diferentes pelo aroma, pelo tamanho, pelo desenho e pela cor”. Uma variedade que é riqueza para a glória de Deus.

Quando trabalhamos numa tarefa apostólica, devemos evitar a tentação de nos “entretermos” inutilmente avaliando as iniciativas apostólicas dos outros. Mais do que estar pendentes da atuação dos outros, devemos sondar o nosso coração e ver se nos empenhamos totalmente na nossa, se procuramos fazer render em bem das almas os talentos que recebemos de Deus: “…tu pelo teu caminho; persuade-te de que não tens outro”.

http://www.hablarcondios.org/meditacaodiaria.asp

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