Quem Espera sempre Alcança…

Quando os assuntos da nossa alma não andam, quando perdemos a saúde – e nunca estamos inteiramente bons –, Jesus dispõe-se a ajudar-nos mais. Não se afasta de nós, não dá ninguém por perdido, nem sequer diante de um defeito, de um aspecto em que podemos e devemos melhorar, porque nos chama à santidade e tem preparadas as graças de que precisamos. Só o doente pode tornar ineficazes, negando-se a recebê-los, os remédios e a ação do Médico que tudo pode curar. A vontade salvadora de Cristo para cada um dos seus discípulos, para nós, é a garantia de alcançarmos o que Ele mesmo nos pede.

O Senhor diz-nos a cada um que prefere a misericórdia ao sacrifício, e se alguma vez permite que sejamos atingidos pela dor e pelo sofrimento, é porque convém, é porque há uma razão mais alta – que às vezes não compreendemos –, que redundará em benefício de nós mesmos, da família, dos amigos, de toda a Igreja; é porque quer para nós um bem superior, como a mãe permite que o filho passe por uma operação dolorosa para recuperar plenamente a saúde. São momentos para crermos com fé firme, para avivarmos a esperança, pois só esta virtude nos ensinará a encarar como um tesouro aquilo que humanamente se apresenta como um fracasso ou uma desgraça. São momentos para nos aproximarmos do Sacrário e dizermos devagar ao Senhor que queremos tudo o que Ele queira. “Este é o nosso grande engano – escreve Santa Teresa –, não nos abandonarmos inteiramente ao que o Senhor faz, porque Ele sabe melhor o que nos convém”.

Muitas vezes, devemos praticar especialmente a virtude da esperança perante situações que dizem respeito à nossa própria vida interior: quando parece que não avançamos, que os defeitos demoram a desaparecer, que caímos nos mesmos erros, de modo que a santidade passa a ser entrevista como algo muito longínquo, quase como uma quimera. Devemos então ter presente o que nos ensina São João da Cruz: que, “na esperança do céu”, a alma “tanto alcança quanto espera”.

E continua o santo autor: “Esperei só este lance, e em esperar não fui falto, pois fui tão alto, tão alto, que à caça dei alcance”. A esperança deve ser depositada somente em Deus, deve ser ampla, filial, ao estilo divino: se não a vivermos de ânimo encolhido, obteremos tudo do Senhor. Quando a santidade – a meta da nossa vida – nos parecer mais longínqua, procuraremos não afrouxar na luta por abeirar-nos mais do Senhor, por esperar ardentemente, por levar para a frente os nossos deveres, pondo em prática, com um esforço renovado, os propósitos dos nossos exames de consciência ou do último retiro que fizemos, e os conselhos da direção espiritual. Haverá ocasiões em que só poderemos oferecer a Deus a dor das nossas derrotas – em campos de maior ou de menor importância – e o desejo renovado de voltar a começar. Será então uma oferenda humilde e muito grata ao Senhor.

A esperança incita-nos a recomeçar com alegria, com paciência, sem nos cansarmos, certos de que, com a ajuda do Senhor e de sua Mãe, Spes nostra, Esperança nossa, alcançaremos a vitória, pois Ele põe ao nosso alcance os meios para vencer.

 

Fonte: http://www.hablarcondios.org/meditacaodiaria.asp

 

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