Tempo Propício para a Santidade: Hoje !

O SENHOR NÃO SE CONTENTA com uma vida interior tíbia e com uma entrega pela metade. E a todo aquele que der fruto, Ele o podará para que dê mais fruto6. É por isso que o Mestre purifica os seus, permitindo provas e contradições. “Se o ourives martela repetidamente o ouro, é para tirar dele a escória; se passa a lima uma e outra vez pelo metal, é para aumentar o seu brilho. O forno prova o vasilhame do oleiro, o homem prova-se na tribulação”. Toda a dor – física ou moral – que Deus permite, serve para purificar a alma e para que dê mais fruto. Devemos vê-la sempre assim, como uma graça do Céu.

Todas as épocas são boas para entrar por caminhos profundos de santidade, todas as circunstâncias são oportunas para amar mais a Deus, porque a vida interior se alimenta, com a ajuda do Espírito Santo, de tudo o que acontece à nossa volta, à semelhança do que se passa com as plantas. Elas não escolhem o lugar nem o meio, mas é o semeador que deixa cair as sementes neste ou naquele terreno, e ali se desenvolvem, convertendo em substância própria, com a ajuda da água que vem do céu, os elementos úteis que encontram na terra. Assim deitam raízes e se desenvolvem.

Com muito maior razão devemos nós crescer na vida cristã, pois foi o nosso Pai-Deus quem escolheu o terreno e nos concede as graças para que demos fruto. A terra em que o Senhor nos colocou é a família de que fazemos parte e não outra, com as virtudes, os defeitos e o modo de ser das pessoas que a integram. A terra em que devemos crescer e desenvolver-nos é o trabalho, que temos de amar para que nos santifique; são os colegas de profissão, os vizinhos… A terra em que devemos dar frutos de santidade é o país, a região, o sistema social ou político vigente, a nossa própria maneira de ser… e não outra. É aí, nesse ambiente no meio do mundo, que o Senhor nos diz que podemos e devemos viver todas as virtudes cristãs, com todas as suas exigências, sem reduzi-las. Deus chama-nos à santidade em todas as circunstâncias: na guerra e na paz, na doença e na saúde, quando parece que triunfamos e quando chocamos com o fracasso inesperado, quando temos muito tempo livre e quando andamos com a língua de fora de tanto correr de uma coisa para outra. O Senhor nos quer santos em todos os momentos. Mas os que não contam com a graça e encaram as coisas com uma visão puramente humana, estão dizendo constantemente: este tempo de agora não é tempo de santidade.

Não pensemos que em outro lugar e em outra situação seguiríamos a Deus mais de perto e desenvolveríamos um apostolado mais fecundo. Deixemos de lado a mística do oxalá. Os frutos de santidade que o Senhor espera de nós são os que a terra em que estamos plantados produz aqui e agora: cansaço, doença, família, trabalho, colegas de trabalho ou de estudo. “Portanto, deixem-se de sonhos, de falsos idealismos, de fantasias, disso que costumo chamar mística do oxalá: oxalá não me tivesse casado, oxalá não tivesse esta profissão, oxalá tivesse mais saúde, oxalá fosse jovem, oxalá fosse velho…; e atenham-se, pelo contrário, sobriamente à realidade mais material e imediata, que é onde o Senhor está”. Esse é o ambiente em que deve crescer e desenvolver-se o nosso amor a Deus, servindo-se precisamente dessas oportunidades. Não as deixemos passar; Jesus espera-nos aí.

Fonte: Falar com Deus (http://www.hablarcondios.org/meditacaodiaria.asp)

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