Oração Mental (I)

O Senhor dá-nos um ensinamento que praticou durante a sua vida na terra; o Evangelho afirma muitas vezes que Ele se retirava a sós para orar. E os Apóstolos seguiram esse mesmo exemplo, assim como os primeiros cristãos e, depois, todos aqueles que quiseram seguir o Mestre de perto. “A senda que conduz à santidade é senda de oração; e a oração deve vingar pouco a pouco na alma, como a pequena semente que se converterá mais tarde em árvore frondosa”.

A oração mental ensina-nos sobretudo a relacionar-nos com o Mestre e a crescer no amor. “Não deixeis de orar! – aconselha-nos João Paulo II –. A oração é um dever, mas também uma alegria, porque é um diálogo com Deus por intermédio de Jesus Cristo!” Na oração estamos com Jesus; isso nos deve bastar. Entregamo-nos a Ele para conhecê-lo, para aprender a amá-lo.

O modo de fazê-la depende de muitas circunstâncias: do momento pelo qual passamos, das alegrias que tivemos, das dores… que se convertem em felicidade perto de Cristo. Muitas vezes, consideraremos alguma passagem do Evangelho e contemplaremos a Santíssima Humanidade de Jesus, aprendendo assim a amá-lo, pois não se ama a quem não se conhece bem. Em outras ocasiões, veremos se estamos santificando o trabalho, se ele nos aproxima de Deus; ou como é o nosso trato com as pessoas com quem convivemos: a família, os amigos… Talvez sigamos algum roteiro – como este –, convertendo em tema pessoal o que lemos, dizendo ao Senhor com o coração uma jaculatória que essa leitura nos sugere, continuando com um afeto que o Espírito Santo suscitou no fundo da alma, fazendo um pequeno propósito para esse dia ou reavivando outro que já havíamos formulado.

A oração mental é uma tarefa que mobiliza a inteligência e a vontade, com a ajuda da graça, e exige que estejamos dispostos a lutar decididamente contra as distrações, não as aceitando nunca de maneira voluntária, e que nos esforcemos por dialogar com o Senhor, coisa que é a essência de toda a oração: falar-lhe com o coração, olhá-lo, escutar a sua voz no íntimo da alma. E sempre devemos ter a firme determinação de dedicar a Deus, estando a sós com Ele, o tempo que tenhamos previsto, ainda que sintamos uma grande aridez e nos pareça que não tiramos nenhum fruto desses momentos. “Não importa se não se pode fazer mais do que permanecer de joelhos durante esse tempo e combater as distrações com absoluta falta de êxito: não se está perdendo o tempo”. A oração é sempre frutuosa, se há empenho em levá-la adiante apesar das distrações e dos momentos de aridez. Jesus nunca nos deixa sem graças abundantes para todo o dia. Ele “agradece” sempre com muita generosidade os momentos em que o acompanhamos.

Fonte: Falar com Deus (http://www.hablarcondios.org/meditacaodiaria.asp)

Anúncios

3 respostas em “Oração Mental (I)

  1. Gostei bastante deste texto. Espero poder assimilar bem no meu cotidiano a importância da oração…
    “Na oração estamos com Jesus; isso nos deve bastar”.
    Obrigado!

  2. “A oração mental ensina-nos sobretudo a relacionar-nos com o Mestre e a crescer no amor” – creio que essa frase resume bem o modo como vejo a oração em si. Um meio de ter intimidade com meu Deus, conhecê-lo mais, aprofundar-se em Sua Beleza e Santidade, e com isso crescer no amor por Ele. Devemos compreender a importância da oração, nosso momento de falar com Deus e de ouvir a Sua voz.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s