Confissão: Ato Pessoal

O SENHOR, sabendo que somos frágeis, deixou?nos o sacramento da Penitência, em que a alma não só sai restabelecida, mas também surge com uma nova vida, se porventura tinha perdido a graça. Devemos recorrer a este sacramento com uma sinceridade plena, humilde, contrita, com desejos de reparar.

Uma confissão bem feita implica um exame profundo (profundo não quer dizer necessariamente longo, sobretudo se nos confessamos com freqüência): se for possível, diante do Sacrário, e sempre na presença de Deus. É nesse exame de consciência que o cristão vê o que Deus esperava da sua vida e o que realmente ela foi; a bondade ou malícia das suas ações, as omissões, as ocasiões perdidas…, a intensidade das faltas cometidas, o tempo em que permaneceu nelas antes de pedir perdão.

Quem deseje ter uma consciência delicada procurará antes de mais nada confessar?se com freqüência, e depois “não se contentará com uma confissão simplesmente válida, mas aspirará a fazer uma confissão boa, que ajude eficazmente a alma a elevar?se até Deus.

“Para que a confissão freqüente consiga esse fim, é necessário seguir com toda a seriedade este princípio: sem arrependimento, não há perdão dos pecados. Daqui nasce esta norma fundamental para quem se confessa com freqüência: não confessar nenhum pecado venial de que não se esteja séria e sinceramente arrependido.

“Há um arrependimento geral. É a dor e a detestação dos pecados cometidos em toda a vida passada. Esse arrependimento geral é de uma importância excepcional para a confissão freqüente”, pois ajuda?nos a cicatrizar as feridas deixadas pelas fraquezas, purifica?nos a alma e faz?nos crescer no amor ao Senhor.

A sinceridade há de levar?nos, sempre que seja necessário, a descer a esses pequenos detalhes que dão a conhecer melhor a nossa fraqueza: como?, quando?, por que motivo? por quanto tempo?; evitando tanto o detalhe insubstancial e prolixo como a generalização. É preciso dizer com simplicidade e delicadeza o que aconteceu, dar a conhecer o verdadeiro estado da alma, fugindo das divagações do tipo “não fui humilde”, “fui preguiçoso”, “faltei à caridade”…, coisas que, por outro lado, são quase sempre aplicáveis a qualquer mortal. Numa palavra, devemos cuidar de que a nossa confissão freqüente seja um ato pessoal, em que pedimos perdão ao Senhor das nossas fraquezas concretas e reais, não de generalidades difusas.

Este sacramento da misericórdia é refúgio seguro: aqui se curam as feridas, se revitaliza o que estava gasto e envelhecido, e se remedeiam todos os extravios, grandes ou pequenos. Porque a confissão não é somente um juízo em que as ofensas são perdoadas, mas também remédio para a alma.

A confissão impessoal esconde, com freqüência, um ponto de soberba e de amor próprio que trata de mascarar ou justificar aquilo que humilha e deixa humanamente em má situação. Para tornarmos mais pessoal este ato de penitência, devemos cuidar até do modo de nos confessarmos: “Acuso?me de…”, pois este sacramento não é o relato de umas coisas acontecidas, mas uma auto?acusação humilde e simples dos nossos erros e fraquezas diante do próprio Deus, que nos perdoará através do sacerdote e nos inundará com a sua graça.

“Deus seja louvado!, dizias de ti para ti depois de terminares a tua Confissão sacramental. E pensavas: é como se tivesse voltado a nascer.

“Depois, prosseguiste com serenidade: «Domine, quid me vis facere?» – Senhor, que queres que eu faça?

“– E tu mesmo te deste a resposta: – Com a tua graça, por cima de tudo e de todos, cumprirei a tua Santíssima Vontade: «Serviam!» – eu te servirei sem condições!”

Fonte: Falar com Deus

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