Luta Ascética

A LUTA DIÁRIA do cristão concretiza?se ordinariamente em coisas pequenas: na fortaleza necessária para cumprir delicadamente os atos de piedade, sem trocá?los por qualquer outra coisa que se apresente momentaneamente, sem deixar?se levar pelo estado de ânimo desse dia ou desse momento; no modo de viver a caridade, corrigindo as formas destemperadas do caráter (do mau caráter); em fazer do trabalho profissional o campo por excelência de aquisição das virtudes humanas e cristãs; em perseverar no bom?humor precisamente quando de um ponto de vista humano estaria justificado que o perdêssemos…

Coisas pequenas, constantes, em que umas vezes vencemos e outras somos vencidos. Mas… vitórias e derrotas, cair e levantar?se, recomeçar sempre…, isso é o que o Senhor nos pede a todos. Esta luta exige um amor vigilante, um desejo eficaz de procurar o Senhor ao longo do dia. Este esforço alegre é o pólo oposto da tibieza, que é apatia, desleixo, falta de interesse em procurar a Deus, preguiça e tristeza nas obrigações para com Ele e para com os outros.

Neste combate, contamos sempre com a ajuda da nossa Mãe Santa Maria, que segue passo a passo o nosso caminhar em direção ao seu Filho. Na Liturgia das Horas, a Igreja recomenda todos os dias aos sacerdotes esta Antífona da Virgem: Salve, Mãe soberana do Redentor, Porta do Céu sempre aberta, Estrela do mar; socorre o povo que sucumbe e luta por levantar?se…8 Este povo que cai e que luta por levantar?se somos todos nós.

E essa mudança que se produz sempre que recomeçamos – ainda que em aspectos que parecem de pouca importância: no exame particular, nos conselhos recebidos na conversa com o sacerdote, nos propósitos do exame de consciência – é a maior de todas as mudanças que podemos imaginar. “A humanidade fez descobertas admiráveis e alcançou resultados prodigiosos no campo da ciência e da técnica, realizou grandes obras nas vias do progresso e da civilização, e em épocas recentes dir?se?ia que conseguiu acelerar o curso da história. Mas a mudança fundamental, aquela que se pode definir como “original”, acompanha sempre a caminhada do homem e, através dos diversos acontecimentos históricos, acompanha todos e cada um. É a mudança entre o “cair” e o “levantar?se”, entre a morte e a vida”.

Cada vez que recomeçamos, que decidimos lutar uma vez mais, chega?nos a ajuda de Santa Maria, Medianeira de todas as graças. Devemos recorrer a Ela com pleno abandono quando as tentações se embravecem.

“Minha Mãe! As mães da terra olham com maior predileção para o filho mais fraco, para o mais doente, para o mais curto de cabeça, para o pobre aleijado…

“– Senhora! Eu sei que tu és mais Mãe que todas as mães juntas… – E como eu sou teu filho… E como sou fraco, e doente… e aleijado… e feio…”

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