Natureza Humana (II)

Quando sentires vir a tentação, quando o pecado se apresentar diante de ti, deves procurar dizer a ti mesmo: “Não, não farei isso; seria um erro, seria uma coisa contrária à minha natureza, e só me prejudicaria”. Mas quando examinares a tua consciência e olhares os pecados já cometidos, esquece-te de tudo isso; lembra-te, pelo contrário, de que a tua natureza é uma natureza caída, e de que, de certo modo, esses pecados têm uma explicação lógica. Arrepende-te deles, mas que não te surpreendam.

Se, ao fazeres o teu exame de consciência, te surpreendes a ti mesmo perguntando-te: como pude fazer isso? Como fui capaz de cometer semelhante loucura?”, colocas o problema em bases falsas. No fundo, estás lamentando-te esterilmente de não ter estado à altura, e a tua contrição estará misturada com o orgulho. Não, quando te arrependeres dos teus pecados, diz ao Senhor que sentes muito, que te pesa de verdade tê-lo ofendido, mas não te surpreendas. Diz-lhe: “Meu Deus, traí-te mais uma vez; isso é que é bem meu; como sou fraco e insensato!… Dá-me forças, Senhor, para que não aconteça de novo”. E não duvides de que Ele tas dará, porque quer ajudar-te.

Mesmo que a tua vida tenha sido um desastre e estejas no leito de morte, a tua verdadeira natureza continuará a estar presente, procurando a Deus e esperando que Ele a purifique e restaure.

KNOX, Ronald. Deus e Eu. Quadrante, São Paulo, 1987, p-84/85.

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