Jesus nos fala…

OS EVANGELISTAS aludem muitas vezes à surpresa que a doutrina de Jesus e os seus prodígios causavam nas pessoas e nos próprios discípulos, os quais sentiam até certo receio de interrogá?lo… Era um temor reverencial suscitado pela majestade de Cristo, bem patente nas suas palavras e obras, e que se apoderava das multidões e as cativava. São Lucas relata?nos no Evangelho da Missa que, depois de Jesus ter curado um endemoninhado, todos ficaram atemorizados e diziam uns aos outros: Que palavra é esta, que manda com autoridade e poder aos espíritos imundos e eles saem? E São Marcos diz em outra ocasião que as pessoas estavam admiradas da sua doutrina, pois ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. Através da Humanidade de Cristo, quem falava era a Segunda Pessoa da Trindade, e as multidões, conscientes do seu extraordinário poder, tentavam identificá?lo recorrendo aos nomes e às hierarquias mais altas que conheciam. Será João Batista, Elias, Jeremias ou algum dos Profetas? Ficaram muito aquém.

O povo que escutava Jesus percebeu com clareza a diferença radical que havia entre o modo de ensinar dos escribas e fariseus e a segurança e força com que Jesus declarava a sua doutrina. Jesus não expõe uma mera opinião nem dá mostras da menor insegurança ou dúvida. Não fala em nome de Deus, como o faziam os Profetas; não é mais um Profeta. Fala em nome próprio: Eu vos digo… Ensina os mistérios de Deus e como devem ser as relações entre os homens, e confirma os seus ensinamentos com milagres; explica a sua doutrina com simplicidade e com poder porque fala daquilo que viu, e não necessita de longos raciocínios. “Não prova nada, não se justifica, não argumenta. Ensina. Impõe?se, porque a sabedoria que dEle emana é irresistível. Quando se consegue apreciar essa sabedoria, quando se possui o coração suficientemente puro para avaliá?la, sabe?se que não pode existir outra. Não se sente a necessidade de comparar, de estudar. Vê?se.

“Vê?se que Ele é o absoluto; vê?se que diante dEle tudo é pó; vê?se que Ele é a Vida. Assim como as estrelas se apagam quando surge o sol, assim acontece com todas as sabedorias e todas as escolas. Senhor, a quem iríamos? Tu tens palavras de vida eterna”.

Jesus continua a falar a cada um de nós, pessoalmente, na intimidade da oração, e de uma maneira palpável quando lemos o Evangelho… Temos que aprender a fazê?lo projetando os seus ensinamentos e apelos sobre o pano de fundo do nosso viver cotidiano.

“Quando abrires o Santo Evangelho, pensa que não só deves saber, mas viver o que ali se narra: obras e ditos de Cristo. Tudo, cada ponto que se relata, foi registrado, detalhe por detalhe, para que o encares nas circunstâncias concretas da tua existência.

“– O Senhor chamou?nos, a nós católicos, para que o seguíssemos de perto; e, nesse Texto Santo, encontras a Vida de Jesus; mas, além disso, deves encontrar a tua própria vida.

“[…] pega no Evangelho diariamente, e lê?o e vive?o como norma concreta. – Assim procederam os santos”.

 

Fonte: Falar com Deus.

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