Filiação Divina

ENSINAR?ME?EIS O CAMINHO DA VIDA, saciar?me?eis de felicidade na vossa presença, de perpétua alegria à vossa direita, proclama o Salmista.

Não existe alegria mais profunda – mesmo no meio da necessidade e do vazio, quando o Senhor o permite –, que a do filho de Deus que se abandona nas mãos de seu Pai; porque nenhum bem pode ser comparado à infinita riqueza de nos sabermos familiares de Deus, filhos de Deus.

Esta alegria sobrenatural relacionada com a Cruz é o “gigantesco segredo do cristão”. Quem se sente filho de Deus não perde a paz, nem sequer nos momentos mais duros. A consciência da sua filiação divina liberta?o de tensões interiores e quando, pela sua fraqueza, se desencaminha, se realmente se sente filho, volta arrependido e confiante à casa do Pai.

“A filiação divina é também fundamento da fraternidade cristã, que está muito por cima do vínculo de solidariedade que une os homens entre si”. Os cristãos sentem?se verdadeiramente irmãos, porque são filhos do único Pai, que quis estabelecer conosco o vínculo sobrenatural da caridade. No Evangelho da Missa, o Senhor pede?nos um olhar puro para vermos os nossos irmãos. Por que vês a palha no olho do teu irmão, e não notas a trave no teu? […]. Tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás de tirar a palha do olho do teu irmão.

O Mestre convida?nos a olhar os outros sem esses preconceitos que forjamos com as nossas próprias faltas e, em última análise, com a nossa soberba, que nos faz tender a aumentar as fraquezas alheias e a diminuir as próprias. Exorta?nos “a olhar os outros de uma forma mais profunda, com um olhar novo […]; é preciso que tiremos a trave do nosso próprio olho. Ocupamo?nos muitas vezes na tarefa superficial de querer tirar a qualquer custo a palha do olho de toda a gente. E o que temos de fazer é renovar a forma de contemplar os outros”.

“Devemos pensar nos outros – em primeiro lugar, nos que estão ao nosso lado – como verdadeiros filhos de Deus que são, com toda a dignidade desse título maravilhoso.

“Com os filhos de Deus temos que nos comportar como filhos de Deus: o nosso amor tem de ser sacrificado, diário, feito de mil detalhes de compreensão, de sacrifício silencioso, de dedicação que não se nota. Este é o bonus odor Christi, que fazia dizer aos que viviam entre os nossos primeiros irmãos na fé: «Vede como se amam!»”

Comportarmo?nos como filhos de Deus com os filhos de Deus, ver as pessoas como Cristo as via, com amor e compreensão; tanto os que estão perto de nós como os que parece que se afastam, pois a fraternidade estende?se a todos os homens, porque todos são filhos de Deus – criaturas dEle – e todos foram chamados também à intimidade da casa do Pai.

Seguindo este caminho amplo da filiação divina, passaremos pela vida com serenidade e paz, fazendo o bem19, como Jesus Cristo, o Modelo que devemos olhar continuamente, de quem devemos aprender a ser filhos de Deus Pai. Se recorrermos a Santa Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, Ela nos ensinará a abandonar?nos no Senhor, como filhos pequenos que não se podem valer a si próprios.

Fonte: Falar com Deus.

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