Devoção Mariana

A DEVOÇÃO À VIRGEM não é de maneira nenhuma “um sentimento estéril e transitório, nem uma certa vã credulidade”, própria de pessoas de pouca idade ou formação. Pelo contrário – continua a afirmar o Concílio Vaticano II –, “procede da verdadeira fé, pela qual somos levados a reconhecer a excelência da Mãe de Deus e impelidos a um amor filial para com a nossa Mãe e à imitação das suas virtudes”.

O amor à Virgem anima-nos a imitá-la e, portanto, a cumprir fielmente os nossos deveres, a levar alegria a todos os lugares aonde vamos. Move-nos a repelir todo o pecado, até o mais leve, e incita-nos a lutar com empenho contra os nossos defeitos. Contemplar a docilidade de Maria à ação do Espírito Santo na sua alma é sentirmo-nos estimulados a cumprir a vontade de Deus a todo o momento, também quando nos custa. O amor que nasce no nosso coração ao invocá-la é o melhor remédio contra a tibieza e contra as tentações de orgulho e da sensualidade.

Quando fazemos uma romaria ou visitamos um santuário dedicado à nossa Mãe do Céu, fazemos uma boa provisão de esperança. Ela mesma – Spes nostra – é a nossa esperança! Sempre que rezamos com atenção o terço e nos detemos uns instantes a meditar cada um dos mistérios que nele se propõem, obtemos mais forças para lutar, mais alegria e desejos mais firmes de ser melhores. “Não se trata tanto de repetir fórmulas como de falar como pessoas vivas com uma pessoa viva, que, se não a vedes com os olhos do corpo, podeis no entanto vê-la com os olhos da fé. Com efeito, a Virgem e o seu Filho vivem no Céu uma vida muito mais “viva” do que a nossa – mortal – que vivemos aqui na terra.

“O Rosário é um colóquio confidencial com Maria, uma conversa cheia de confiança e de abandono. É confiar-lhe as nossas penas, manifestar-lhe as nossas esperanças, abrir-lhe o nosso coração. É declararmo-nos à sua disposição para tudo o que Ela, em nome do seu Filho, nos peça. É prometer-lhe fidelidade em todas as circunstâncias, mesmo as mais dolorosas e difíceis, certos da sua proteção, certos de que, se o pedimos, Ela sempre obterá do seu Filho todas as graças necessárias à nossa salvação”.

Façamos o propósito neste sábado mariano de oferecer-lhe com mais amor essa coroa de rosas que a palavra “rosário” significa na sua etimologia. Não rosas murchas pela falta de amor ou pelo descuido.

“Santo Rosário. Os gozos, as dores e as glórias da vida de Nossa Senhora tecem uma coroa de louvores que os Anjos e os Santos do Céu repetem ininterruptamente…, como também os que amam a nossa Mãe aqui na terra. – Pratica diariamente esta devoção santa e difunde-a”.

Através desta devoção, a nossa Mãe do Céu devolver-nos-á a esperança se alguma vez, ao considerarmos tantas fraquezas, sentirmos na alma a sombra do desalento. “«Virgem Imaculada, bem sei que sou um pobre miserável, que não faço mais do que aumentar todos os dias o número dos meus pecados…» Disseste-me o outro dia que falavas assim com a Nossa Mãe.

“E aconselhei-te, com plena segurança, que rezasses o terço: bendita monotonia de ave-marias, que purifica a monotonia dos teus pecados!”

Fonte: Falar com Deus.

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