Sinceridade e Integridade

EU SOU A VERDADE, disse Jesus. Ele tem a verdade em plenitude, e esta chegou até nós por meio dEle. Todos os seus ensinamentos, como também a sua vida e a sua morte, constituem um testemunho da Verdade. Aquele em quem está a verdade é de Deus e, portanto, tem os ouvidos especialmente atentos à palavra de Deus.

A verdade teve a sua origem em Deus e a mentira na oposição consciente a Ele. Jesus chama ao demônio pai da mentira, porque a mentira começou com ele. Quem mente tem o demônio por pai. Por isso, o ensinamento moral da Igreja não só reprova a falsidade que causa um prejuízo ao próximo, como desaprova aqueles que – sem causarem um prejuízo ao próximo – “mentem por recreação e diversão, e os que o fazem por interesse e utilidade”.

A falta de veracidade que se manifesta na mentira ou na hipocrisia, ou ainda na falta de “unidade de vida”, revela uma discórdia interior, uma fratura na própria personalidade humana. Um homem assim é como um sino rachado: não tem bom som. O testemunho que o Senhor deu de Natanael, dizendo dele que era um israelita em quem não havia duplicidade, é o elogio mais belo que se pode fazer de um homem: “Nesse homem não há duplicidade; é feito de uma só peça”. É o que se deveria poder dizer de cada cristão.

Estamos numa época em que se valoriza extraordinariamente a sinceridade, mas que, por contraste, também é conhecida por tempo dos impostores, da falsidade e da mentira. Podem ser às vezes impostores “os homens da grande imprensa, que, divulgando indiscrições sensacionalistas e insinuações caluniosas…”, confundem os seus leitores. À “grande imprensa” poder-se-iam acrescentar muitas vezes o cinema, o rádio, a televisão… Estes instrumentos, que pela sua própria natureza devem ser transmissores da verdade, “se forem manipulados por pessoas astutas, à força de bombardearem os receptores com as suas cores sonorizadas e com uma persuasão tanto mais eficaz quanto mais oculta, são capazes de fazer que os filhos acabem por odiar o que os seus pais possuem de melhor, e que as pessoas vejam como branco o que é preto”.

Sempre que tenhamos esses meios ao nosso alcance, devemos usá-los para fazer com que a verdade chegue à sociedade. E mesmo que não seja esse o caso, existem meios de pelo menos repormos a verdade: uma carta de protesto, uma chamada telefônica, a intervenção num programa de radio ou num programa de auditório… Isso pode permitir que muitos ouçam a doutrina da Igreja sobre assuntos vitais para o bem da sociedade, ou saibam que existem homens de bem que não toleram o ataque leviano ou malévolo aos fundamentos morais do ser humano. Não permaneçamos passivos e encolhidos, pensando que podemos fazer pouco. Muitos poucos mudam o rumo de uma sociedade.

Ao terminarmos a nossa oração, recorramos a Nossa Senhora para sabermos viver em todo o momento a verdade sem concessões, e para sabermos dá-la a conhecer sem os entraves dos respeitos humanos ou da preguiça, causadores de tantas omissões. Peçamos uma vida sem duplicidade, sem a hipocrisia que Jesus tanto reprovou.

“«Tota pulchra es, Maria, et macula originalis non est in te!» – És toda formosa, Maria, e não há em ti mancha original!, canta alvoroçada a liturgia: não há nEla a menor sombra de duplicidade. Peço diariamente à nossa Mãe que saibamos abrir a alma na direção espiritual, para que a luz da graça ilumine toda a nossa conduta!

“– Se assim lhe suplicarmos, Maria nos obterá a valentia da sinceridade, para que nos cheguemos mais à Trindade Santíssima”.

Fonte: Falar com Deus

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