Paciência nas Dificuldades

A PACIÊNCIA é uma virtude bem diferente da mera passividade perante o sofrimento; não é um não reagir nem um simples agüentar: é parte da virtude da fortaleza, e leva a aceitar serenamente a dor e as provas da vida, grandes ou pequenas, como vindas do amor de Deus. Identificamos então a nossa vontade com a do Senhor, e isso permite-nos manter a fidelidade em qualquer circunstância e é o fundamento da grandeza de ânimo e da alegria de quem está certo de vir a receber uns bens futuros maiores.

Os campos em que devemos praticar esta virtude são inúmeros. Em primeiro lugar, conosco próprios, já que é fácil desanimarmos com os nossos próprios defeitos, sempre repetidos, sem conseguir superá-los totalmente. É necessário sabermos esperar e lutar com perseverança, convencidos de que, enquanto mantivermos o combate, estaremos amando a Deus. Normalmente, a superação de um defeito ou a aquisição de uma virtude não se consegue à custa de esforços violentos, mas de humildade, de confiança em Deus, de petição de mais graças, de uma maior docilidade. São Francisco de Sales afirmava que é necessário termos paciência com todos, mas, em primeiro lugar, conosco próprios.

Paciência também com as pessoas com quem nos relacionamos freqüentemente, sobretudo se, por qualquer motivo, temos obrigação de ajudá-las na sua formação ou em determinadas circunstâncias… Devemos contar com os defeitos das pessoas com quem convivemos – sem esquecer que muitas vezes estão sinceramente empenhadas em superá-los –, talvez com o seu mau gênio, com as suas faltas de educação, com os seus melindres… que, sobretudo se se repetem com freqüência, poderiam fazer-nos faltar à caridade, envenenar a convivência ou tornar ineficaz o nosso interesse em socorrê-las. A caridade ajudar-nos-á a saber esperar, sem deixar de corrigir quando for o momento mais indicado e oportuno. Esperar um tempo, sorrir, dar uma resposta amável a uma impertinência, são pormenores que podem fazer com que as nossas palavras cheguem ao coração das pessoas, e, de qualquer modo, sempre chegam ao Coração do Senhor, que olhará para nós com especial afeto.

Paciência com os acontecimentos que nos contrariam: a doença, a pobreza, o excessivo calor ou frio…, os diversos contratempos que se apresentam num dia normal: o telefone que não funciona ou a ligação que não se completa, a morosidade no trânsito que nos faz chegar atrasados a um encontro importante, esquecer em casa o material de trabalho, uma visita que se apresenta no momento menos oportuno… São as adversidades, talvez não muito grandes, mas que possivelmente nos levariam a reagir com falta de paz. O Senhor espera-nos nessas ocasiões: devemos enfrentá-las de ânimo tranqüilo, sem “explodir”, sem um gesto sequer de contrariedade ou um trejeito de desagrado. E tudo isto é manifestação do ânimo forte de um cristão que aprendeu a santificar os pequenos incidentes de um dia qualquer.

(…)

Caritas omnia suffert, omnia credit, omnia sperat, omnia sustinet, a caridade tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo sofre, ensina São Paulo. Se tivermos paciência, seremos fiéis, salvaremos a nossa alma e também a de muitos outros que Nossa Senhora coloca constantemente ao nosso lado.

Fonte: Falar com Deus.

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