A PROFECIA DE SIMEÃO

POR VONTADE DE DEUS, Simeão iniciou Maria no mistério profundo da Redenção e comunicou-lhe que o Senhor lhe havia designado um lugar especial na paixão de seu Filho. Com a profecia do velho Simeão, passou a fazer parte da vida de Maria um elemento novo, que nEla havia de permanecer até que chegasse o momento de estar ao pé da Cruz de Jesus.

Os Apóstolos, apesar das numerosas declarações e ensinamentos do Senhor, não chegaram a compreender inteiramente, a não ser após a Ressurreição, que era preciso que o Messias padecesse muito por parte dos escribas e dos príncipes dos sacerdotes; Maria soube desde o início que uma grande dor esperava por Ela, e que essa dor estava relacionada com a redenção do mundo. Ela, que guardava e meditava tudo em seu coração, deve ter refletido freqüentemente sobre as misteriosas palavras de Simeão. Por um processo que nós não podemos compreender inteiramente, o seu coração fez-se semelhante ao de seu Filho.

A sua dor redentora “é sugerida tanto na profecia de Simeão como no relato da Paixão do Senhor. Ele – dizia o ancião referindo-se ao Menino que tinha nos seus braços – foi posto para ruína e elevação de muitos em Israel, e para sinal de contradição; e uma espada trespassará a tua alma… Com efeito, quando o teu Jesus – que é de todos, mas especialmente teu – entregou o espírito, a lança cruel não alcançou a sua alma. Se lhe abriu impiedosamente o lado, estando já morto, no entanto não lhe pôde causar dor. Mas atravessou a tua alma; naquele momento a dEle não estava ali, mas a tua não podia de maneira nenhuma separar-se dEle”.

O Senhor quis associar os cristãos à sua obra redentora no mundo para que cooperassem com Ele na salvação de todos. Cumpriremos esta missão se executarmos com retidão os nossos menores deveres e os oferecermos pela salvação das almas, enfrentando com serenidade e paciência a dor, a doença e a oposição, e realizando um apostolado eficaz à nossa volta. Normalmente, o Senhor nos pede que comecemos por aqueles que estão mais ligados a nós, por vínculos de família, de amizade, de trabalho, de vizinhança ou de estudos, etc. Assim procedeu Jesus, como também os seus Apóstolos.

Pedimos hoje a Santa Maria, nossa Mãe, que nos ensine a santificar a dor e a contradição, que saibamos uni-las à Cruz, que desagravemos freqüentemente pelos pecados do mundo e que cresçam cada dia em nós os frutos da Redenção. Ó Mãe de piedade e misericórdia, que acompanhastes o vosso Filho quando realizava a redenção do gênero humano no altar da cruz, como nossa Corredentora associada às suas dores […], conservai e aumentai em nós os frutos da Redenção e da vossa compaixão.

Fonte: Falar com Deus.

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