Perserverança no cumprimento dos deveres

Como é importante saber permanecer onde se deve, ocupar-se nas obrigações de cada momento, sem ceder à tentação de mudar continuamente de lugar! Também para isso é necessária verdadeira fortaleza, de modo a “saborearmos a virtude humana e divina da paciência”. “É forte quem persevera no cumprimento do que entende dever fazer, segundo a sua consciência; quem não mede o valor de uma tarefa exclusivamente pelos benefícios que recebe, mas pelo serviço que presta aos outros”.

Devemos pedir a São José que nos ensine a ser fortes não só em situações extraordinárias e difíceis, como são a perseguição, o martírio ou uma doença gravíssima e dolorosa, mas também nos assuntos ordinários de cada dia: pela constância com que trabalhamos, pelo sorriso com que quebramos a vontade de ficar sérios, pela palavra amável e cordial que temos para todos. Necessitamos de fortaleza para não ceder perante o cansaço, o comodismo ou o desejo de tranqüilidade, para vencer o medo de cumprir deveres que custam. “O homem teme por natureza o perigo, os aborrecimentos e o sofrimento. Por isso é necessário procurar homens valentes não só nos campos de batalha, mas também nos corredores dos hospitais ou junto ao leito da dor”; em suma, na tarefa de cada dia.

Outro aspecto importante da fortaleza é a firmeza interior necessária para vencer obstáculos mais sutis como a vaidade, a timidez e os respeitos humanos. E são também prova de fortaleza o esquecimento próprio, o não dar excessivas voltas aos problemas pessoais para não exagerá-los, o passar oculto e servir os outros sem que se note.

Na ação apostólica, esta virtude tem muitas manifestações, como por exemplo falar de Deus sem medo do “que dirão” ou de como se ficará perante os outros; comportar-se sempre de um modo cristão, ainda que se entre em choque com um ambiente paganizado; arriscar-se a ter iniciativas que ampliem a base do apostolado e esforçar-se por levá-las à prática.

As mães de família deverão praticar com freqüência a fortaleza comportando-se habitualmente de modo discreto, amável e paciente. Serão então verdadeiramente a rocha firme em que se apóia toda a casa. “A Bíblia não louva a mulher fraca, mas a mulher forte, quando diz no livro dos Provérbios: A lei da doçura está na sua língua (31, 6). Porque a doçura é o ponto mais alto da fortaleza. A mulher maternal tem por privilégio esta função discreta e basilar: saber atender, saber calar-se, ser capaz de fechar os olhos às injustiças ou fraquezas, desculpando-as e cobrindo-as com o manto da compreensão – obra de misericórdia não menos benfazeja do que cobrir a nudez do corpo”.

Aprendemos hoje de São José a levar para a frente, com energia e firmeza, tudo o que o Senhor nos confia de modo habitual: família, trabalho, atividade apostólica, etc., tendo em conta que os obstáculos são a lei da vida, mas que sempre os podemos vencer com a ajuda da graça.

Fonte: Falar com Deus.

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