Quaresma, Tempo de Penitência (II)

AINDA QUE O PECADO seja sempre uma ofensa pessoal a Deus, não deixa de produzir efeitos nos demais homens. Para bem ou para mal, estamos sempre influindo naqueles que estão ao nosso lado, na Igreja e no mundo, e não apenas pelo bom ou mau exemplo que lhes damos ou pelos resultados diretos das nossas ações. “Esta é a outra face daquela solidariedade que, em nível religioso, se desenvolve no profundo e magnífico mistério da Comunhão dos Santos, graças à qual se pode dizer que «cada alma que se eleva, eleva o mundo».

“A esta lei da elevação corresponde, infelizmente, a lei da descida, de tal modo que se pode falar de uma comunhão do pecado, em virtude da qual uma alma que se rebaixa pelo pecado rebaixa a Igreja e, de certa maneira, o mundo inteiro. Por outras palavras, não há pecado algum, mesmo o mais íntimo e secreto, o mais estritamente individual, que afete exclusivamente aquele que o comete. Todo o pecado repercute com maior ou menor intensidade, com maior ou menor dano, em toda a estrutura eclesial e em toda a família humana”.

O Senhor pede-nos que sejamos motivo de alegria e luz para toda a Igreja. No meio do nosso trabalho e das nossas tarefas, ser-nos-á de grande ajuda pensar nos outros, saber que somos apoio – também mediante a penitência – para todo o Corpo Místico de Cristo, e em especial para aqueles que, ao longo da vida, o Senhor foi colocando ao nosso lado: “Se sentires a Comunhão dos Santos – se a viveres -, serás de bom grado um homem penitente. – E compreenderás que a penitência égaudium etsi laboriosum – alegria, embora trabalhosa. E te sentirás «aliado» de todas as almas penitentes que foram, são e serão”. “Terás mais facilidade em cumprir o teu dever, se pensares na ajuda que te prestam os teus irmãos e na que deixas de prestar-lhes se não és fiel”.

A penitência que o Senhor nos pede, como cristãos que vivem no meio do mundo, deve ser discreta, alegre…, uma penitência que quer permanecer inadvertida, mas que não deixa de traduzir-se em atos concretos. Além disso, não faz mal que vez por outra se percebam as nossas penitências. “Se foram testemunhas das tuas fraquezas e misérias, que importa que o sejam da tua penitência?”

Fonte: Falar com Deus.

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