Quaresma, Tempo de Penitência (III)

UMA PENITÊNCIA muito agradável a Deus é aquela que se manifesta em atos de caridade e que tende a facilitar aos outros o caminho que conduz a Deus, tornando-o mais amável. No Evangelho da Missa de hoje, o Senhor nos diz: Se estás para fazer a tua oferenda diante do altar e te lembras de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferenda diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão: só então vem fazer a tua oferenda.

As nossas oferendas ao Senhor devem caracterizar-se pela caridade: saber pedir perdão àqueles a quem ofendemos; assumir plenamente o sacrifício que supõe cuidar da formação de alguém que está sob a nossa responsabilidade; ser pacientes; saber perdoar com prontidão e generosidade… A este respeito, diz São Leão Magno: “Ainda que sempre seja necessário aplicar-se à santificação do corpo, agora sobretudo, durante os jejuns da Quaresma, deveis aperfeiçoar-vos pela prática de uma piedade mais ativa. Dai esmola, que é muito eficaz para nos corrigirmos das nossas faltas; mas perdoai também as ofensas e abandonai as queixas contra aqueles que vos fizeram algum mal”.

“Perdoemos sempre, com o sorriso nos lábios. Falemos com clareza, sem rancor, quando nos parecer em consciência que devemos falar. E deixemos tudo nas mãos do nosso Pai-Deus, com um divino silêncio – Iesus autem tacebat (Mt XXVI, 63), Jesus calava-se -, se se trata de ataques pessoais, por mais brutais e indecorosos que sejam”.

Aproximemo-nos do altar de Deus sem carregar conosco o menor sentimento de inimizade ou de rancor. Pelo contrário, procuremos apresentar ao Senhor muitos atos de compreensão, de cortesia, de generosidade, de misericórdia. Assim o seguiremos pela Via-Sacra que Ele nos traçou e que o levou a deixar-se pregar na Cruz.

“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem (Lc 23, 34). Foi o Amor que levou Jesus ao Calvário. E já na Cruz, todos os seus gestos e todas as suas palavras são de amor, de amor sereno e forte. E nós, despedaçada de dor a alma, dizemos sinceramente a Jesus: Sou teu, e entrego-me a Ti, e prego-me na Cruz de bom grado, sendo nas encruzilhadas do mundo uma alma que se entregou a Ti, à tua glória, à Redenção, à corredenção da humanidade inteira”.

Santa Maria, nossa Mãe, ensinar-nos-á a descobrir muitas ocasiões de sermos generosos na dedicação aos que estão ao nosso lado nas tarefas de cada dia.

Fonte: Falar com Deus.

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