Alegria da Cruz (III)

III. O CRISTÃO DÁ-SE A DEUS e aos outros, mortifica-se e é exigente consigo próprio, suporta as contrariedades… e tudo isso, realiza-o com alegria, porque sabe que essas coisas perdem muito do seu valor se as faz arreganhando os dentes: Deus ama aquele que dá com alegria. Não deve surpreender-nos o fato de a mortificação e a penitência nos custarem; o importante é que saibamos abraçá-las com decisão, com a alegria de agradar a Deus, que nos vê.

“«Contente?» – A pergunta deixou-me pensativo. – Ainda não se inventaram as palavras para exprimir tudo o que se sente – no coração e na vontade – quando se sabe que se é filho de Deus”. É lógico que quem se sente filho de Deus experimente esse júbilo interior.

Neste sentido, a experiência que os santos nos transmitem é unânime. Basta recordar a confidência do Apóstolo São Paulo aos fiéis de Corinto: …Estou cheio de consolação, transbordo de gozo em todas as nossas tribulações. E convém lembrar-se de que a vida de São Paulo não foi fácil nem cômoda: Cinco vezes recebi dos judeus quarenta açoites menos um; três vezes fui açoitado com varas; uma vez apedrejado; três vezes naufraguei; passei uma noite e um dia à beira do abismo no mar alto. Nas minhas viagens sem conta, expus-me a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos por parte dos da minha raça, perigos dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos. Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e com sede, freqüentes jejuns, com frio e nudez. Pois bem, depois de toda esta enumeração, São Paulo é veraz quando nos diz: Estou cheio de consolação, transbordo de gozo em todas as nossas tribulações.

Aproximam-se a Semana Santa e a Páscoa, e portanto o perdão, a misericórdia, a compaixão divina, a superabundância da graça. Mais uns dias, e consumar-se-á o mistério da nossa salvação. Se alguma vez tivemos medo da penitência, da expiação, enchamo-nos de coragem, lembrando-nos de que o tempo é breve e grande o prêmio, sem proporção com a pequenez do nosso esforço. Sigamos Jesus com alegria, até Jerusalém, até o Calvário, até a Cruz. Além disso, “não é verdade que, mal deixas de ter medo à Cruz, a isso que a gente chama de cruz, quando pões a tua vontade em aceitar a Vontade divina, és feliz, e passam todas as preocupações, os sofrimentos físicos ou morais?”

Fonte: Falar com Deus.

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