Tempo Pascal (II)

II. DIZ-NOS O EVANGELHO da Missa de hoje: As mulheres afastaram-se a toda a pressa do sepulcro e, impressionadas e cheias de alegria, correram a dar a boa nova aos discípulos. De repente, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: Alegrai-vos! Elas aproximaram-se e, prostradas, beijaram-lhe os pés.

A liturgia do tempo pascal repete-nos em mil textos diferentes essas mesmas palavras: Alegrai-vos, não percais nunca a paz e a alegria; servi o Senhor com alegria, pois não existe outra forma de servi-lo. “Estás passando uns dias de alvoroço, com a alma inundada de sol e de cor. E, coisa estranha, os motivos da tua felicidade são os mesmos que em outras ocasiões te desanimavam! – É o que acontece sempre: tudo depende do ponto de mira. – “Laetetur cor quaerentium Dominum!” – Quando se procura o Senhor, o coração transborda sempre de alegria”.

Na Última Ceia, o Senhor não tinha ocultado aos Apóstolos as contradições que os esperavam; mas prometera-lhes que a sua tristeza se converteria em alegria: Assim também vós, sem dúvida, agora estais tristes, mas hei de ver-vos outra vez, e o vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará a vossa alegria. Estas palavras, que naquela ocasião lhes podiam ter parecido incompreensíveis, cumpriam-se agora ao pé da letra. E, pouco tempo depois, os que até então estavam acovardados sairiam do Sinédrio alegres por terem padecido alguma coisa pelo Senhor. A origem da alegria profunda do cristão está no amor a Deus, que é nosso Pai, e no amor aos outros, com o conseqüente esquecimento próprio. Esta é a condição normal dos que seguem a Cristo. O pessimismo e a tristeza devem ser sempre algo absolutamente estranho ao cristão, algo que, se viesse a acontecer, necessitaria de um remédio urgente.

O afastamento de Deus, a perda do caminho, é a única coisa que poderia intranqüilizar-nos e tirar-nos esse dom valioso. Lutemos, portanto, por procurar o Senhor no meio do trabalho e de todas as nossas tarefas, por mortificar os nossos caprichos e egoísmos. Este esforço mantém-nos atentos às coisas de Deus e a tudo o que pode tornar a vida mais amável aos outros. É uma luta interior que confere à alma uma especial juventude de espírito, pois não há maior juventude que a daquele que se sabe filho de Deus e procura comportar-se de maneira conseqüente.

Se alguma vez tivermos a desgraça de afastar-nos de Deus, lembremo-nos do filho pródigo e, com a ajuda do Senhor, voltemos novamente para Ele com o coração arrependido. Nesse dia, haverá uma grande festa no Céu e na nossa alma. É o que acontece todos os dias quando fraquejamos em pequenas escaramuças e nos levantamos com muitos atos de contrição; a alma está então habitualmente cheia de paz e serenidade.

Fonte: Falar com Deus

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