Pe. Paulo Ricardo na TV Canção Nova: Oitavo Dia.

 

A Canção Nova lança uma nova série de programas, chamada "Oitavo Dia", apresentada pelo nosso já querido e reverendíssimo Padre Paulo Ricardo.

Confiram também o blog da CN criado para acompanhar o programa:

http://blog.cancaonova.com/oitavodia/

No youtube há a gravação integral também para quem se interessar. Procurem nos relacionados os vídeos que seguem este primeiro:

http://www.youtube.com/watch?v=klosawMCzTE

 

Abaixo, segue a transcrição do programa que foi ao ar em 18/07/2009, sobre o tema O Domingo. A transcrição é de Lucas Santos.

 

Lídice Lannes: Vamos começar, padre, pela explicação. Por que “oitavo dia”? De onde surgiu essa ideia?

Pe. Paulo Ricardo: Bem, na verdade não é uma invenção minha. O “oitavo dia” é uma expressão da Tradição da Igreja. A Igreja, vocês sabem, não nasceu hoje. Ela tem dois mil anos. E nos primeiros séculos, os Santos Padres, os primeiros escritores cristãos, notaram que existia algo diferente na ressurreição de Cristo. De alguma forma, na ressurreição de Jesus a criação estava sendo refeita. Nós sabemos como é o relato da Criação como está no Livro do Gênesis no capítulo primeiro: Deus criou o mundo em seis dias. Quando ele terminou a criação, Ele viu que “tudo era muito bom”, e no sétimo dia Ele descansou. No sétimo dia, no sábado, Deus criou esse “shabbat”, esse momento de paz, alegria, felicidade e repouso. Mas sabemos também que a história não parou por aí. A história infelizmente foi perturbada por uma realidade chamada pecado. E o pecado quebrou esta bondade. Ele fez com que, de alguma forma, a criação fosse maculada. Havia alguma coisa que “não estava funcionando” no mundo. Então, o que Deus faz? Deus saiu do seu repouso. Deus não está mais no sétimo dia de repouso. Está no oitavo. O dia em que ele sai do seu repouso e vai na direção do homem para resgatá-lo. Jesus vem ao mundo, morre na Cruz, e ressuscita. Quando? Depois do sétimo dia, ou seja, no domingo, o “oitavo dia da criação”.

É claro, a semana continua tendo 7 dias, mas o domingo tem esta dupla identidade, que consiste no fato em que ele é o primeiro dia da criação, bonita como Deus a sonhou, e é também o dia da recriação. O dia em que nós de alguma forma somos criados novamente porque Cristo ressuscita, fazendo com que a nossa natureza humana, que antes estava manchada pelo pecado, agora seja redimida.

Lídice: Qual vai ser a função desse programa? Como ele foi pensado? Pra que nós vamos trazer ao público da TV Canção Nova e para todo mundo um programa chamado Oitavo Dia?

Pe. Paulo: Primeiramente, vocês devem estar pensando: o programa é sobre o domingo, e no entando o programa é no sábado! Mas não existe uma contradição aqui. Por quê? Na época de Jesus e na cultura judaica, ainda hoje, os dias não são contados da mesma forma como nós os contamos. Para nós, o domingo começa à meia-noite. Para o judeu, o domingo começa quando aparece a primeira estrela no céu. Então é interessante sabermos que é por isso que a gente pode ir à missa no sábado à noite. Porque, aparecendo a primeira estrela no céu, nós já estamos de alguma forma no domingo. Então, já estamos começando agora, nesta noite de sábado, este “tempo santo”, esse tempo do domingo, que é um tempo que a gente deve dedicar: à oração, à visita aos doentes, à caridade aos pobres, à família, mas também, e principalmente, para irmos à Eucaristia, e uma coisa que as pessoas esquecem: é também um tempo de estudo e aprofundamento das coisas de Deus.

É por essa realidade de estarmos já num tempo santo, num tempo de que nós participamos da ressurreição de Cristo, que nós queremos dedicar um pouco de tempo ao estudo. Isso também é a “santificação do domingo”. Nós santificamos o domingo, em primeiro lugar, claro, indo à Eucaristia, à assembleia eucarística, participando da Santa Missa na nossa paróquia. É assim que você santifica o domingo, mas existem outras realidades que precisam ser feitas também no domingo. O tempo à família, o tempo à oração, o tempo à visita aos doentes, aos pobres, e o tempo ao estudo das coisas de Deus.

Lídice: — É por isso que hoje em especial por ser o primeiro programa nós vamos aprofundar sobre o domingo. Pelo que o senhor explicou, o domingo, esse “oitavo dia”, seria como se a gente começasse a viver um pouco do céu?

Pe. Paulo — É isso mesmo. Ou seja, pra gente entender o que é o “tempo sagrado” do domingo, nós temos que entender um pouco o conceito de “espaço sagrado”. Veja só, espaço sagrado nós entendemos o que é. Existem as nossas cidades, que são grandes, mas a gente “corta um pedaço” da cidade e diz que quele terreno vai ser um espaço sagrado. Vamos dedicar aquilo para Deus, vamos construir ali uma igreja. Quando você entra num espaço sagrado, quando você vai para a igreja, você sabe que não pode fazer qualquer coisa lá dentro. Você não pode fazer um forró dentro da igreja, você não pode fazer um lanche e comer pipoca dentro da igreja. Por quê? Porque aquele “espaço” pertence a Deus. É claro, o mundo inteiro pertence a Deus. Mas aquele espaço sagrado é uma forma de você se conscientizar de que o mundo pertence a Deus. Então a Igreja dedica espaços para Deus. E quando a gente entra no espaço santo, a gente entra com uma atitude diferente.

Bem, assim como existe o espaço santo, existe também o tempo santo. O tempo sagrado. O tempo que foi “cortado” para Deus. O domingo é uma forma de nós sacrificarmos um pouco do nosso tempo para Deus. A gente “corta” um pedaço da semana, e diz: “Senhor, isso te pertence”. É teu. É claro, a semana inteira é de Deus. Mas no domingo, de forma especial, nós entramos num tempo da “visitação de Deus”.

Mas como a gente vive o nosso domingo? No Evangelho de São Lucas há uma cena em que Jesus chora sobre a cidade de Jerusalém, e ele diz: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas”. E ele conclui, dizendo assim: “não conhecestes o tempo da visitação”. Em grego, tem uma expressão bonita, profunda, que é “Kairós Thés episkopés”: o tempo, o kairós. Existe uma diferença. Em português “tempo” é tempo, sempre. Mas em grego não. Existem dois tipos de tempo. Existe o cronos, que é o tempo cronológico, matemático, uma hora depois da outra. Um tempo de 24 horas, um dia, no “cronos”, são todos iguais. Mas existe o “tempo do kairós”. Kairós é o tempo oportuno, o tempo da graça, é um tempo mais “denso” da presença de Deus, da “visitação”, a “episkopé” em grego, essa presença Dele. Claro, Deus está conosco a semana inteira. Mas no domingo a presença Dele é maior, porque no domingo Jesus ressuscitou. A vida vence a morte. E a vida eterna, a vida do céu, a vida de Deus é que vem nos visitar. Então, como você dizia, de alguma forma entrar no domingo é entrar nessa dimensão de eternidade. Entrar nessa dimensão de que “saímos do tempo”. Saímos da semana. Estamos no “oitavo dia”, num tempo superior, num tempo da visita de Deus.

Lídice: — As pessoas que não podem ir à missa ao domingo, o que elas devem fazer para viver esse domingo também de uma forma especial?

Pe. Paulo — Bom, a primeira coisa que temos que entender é que a santificação do domingo, é claro,
consiste em ir à missa ao domingo, mas não somente nisso. Ou seja, o centro do domingo, o centro do oitavo dia da criação é o Mistério Pascal, que nós vivemos na Eucaristia. Ou seja, na Santa Missa nós vivemos o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Quando nós participamos da celebração eucarística, nós podemos dizer que nós estamos numa “ação eucarística”. Nós estamos participando dessa “ação redentora” da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. É verdade, então, que o centro do domingo é a Eucaristia.

Mas, não é somente isso. As pessoas que estão impossibilitadas, porque, ou têm que trabalhar — infelizmente não deveríamos trabalhar no domingo, mas às vezes não tem jeito, o emprego exige aquilo —, as pessoas que estão impossibilitadas por razão de saúde, porque estão presas, encarceradas, porque estão em hospitais, ou porque talvez, de alguma forma, por um imprevisto, por algo que não estava no poder delas, não puderam participar, essas pessoas podem sim santificar o domingo com a sua atitude interior. E nós temos aqui, na Canção Nova, não só a missa dominical, mas a missa diária. Você pode participar da missa através da televisão, mas é importante ficar bem claro: não é a mesma coisa que ir à missa. Se você tem condições de ir à missa, você deve ir à missa na sua paróquia, na sua comunidade, porque nada substitui o fato de que você, participando da celebração eucarística, está participando da graça, presença real de Cristo. E você pode comungar, você recebe a comunhão, e nada disso você pode fazer em casa. Então, você deve ir à missa se você pode. Mas se você não tem condições, você pode também participar através da televisão.

E se você já participou da missa, ou ainda vai participar, você pode pela televisão participar também, para incrementar, aprofundar aquela participação, meditando mais aquele mistério no qual você participou ou, quem sabe, se preparando para o mistério do qual você irá participar.

Então, a missa pela televisão tem o seu valor. Mas se você não tem televisão, o que você faz? Você se une a Cristo, que morre e ressuscita. É importante você, que é doente, você que está encarcerado, preso, que está impossibilitado de participar e de receber a Eucaristia, lembrar que o seu sofrimento tem um valor. São Paulo diz: “Eu completo na minha carne aquilo que falta ao sofrimento de Cristo”. Quando nós nos unimos ao Cristo Crucificado nós nos unimos também ao Cristo Ressuscitado. É uma forma de sabermos que atrás de cada cruz de nossa vida existe também uma ressurreição escondida. É o mistério pascal, que deve marcar a nossa existência: essa passagem de morte para ressurreição. De uma vida passageira e fugaz, que vivemos aqui na terra, para a vida perfeita e maravilhosa que Deus prepara para nós no céu.

Lídice: — E quanto a essas pessoas que perderam , não diria a fé, mas essa noção, e às vezes trocam a missa do domingo por uma missa semanal, ou uma novena, uma “reza”, como sempre falam, isso tudo funciona, serve, pode ser feito?

Pe. Paulo: Nós temos que dar conta que nós estamos num mundo secularista e racionalista. As pessoas são racionalistas, então dizem: “ah, eu não posso no domingo, então eu vou em outro dia.” Isso é um raciocínio humano. Você não está entendendo a profundidade do domingo. Você não está entendendo que foi no domingo que Jesus ressuscitou. Você não está entendendo que é no domingo que os cristãos se reuniam. Você pega os Atos dos Apóstolos, e veja que está sempre escrito: “No primeiro dia da semana, os discípulos estavam reunidos…” As aparições de Jesus, por exemplo, depois de ressuscitado, muitíssimas delas são marcadas pelo primeiro dia da semana. Então, os cristãos, desde cedo, tomaram consciência de que é o domingo que nos faz cristãos.

Você vai dizer: “Mas, padre, hoje em dia, no mundo do jeito que está, as pessoas não têm condições, muitas vezes têm que trabalhar no domingo, como é que faz…?” Bem, primeira coisa, vamos lembrar que os cristãos não tinham feriado no domingo. Quando se reuniam no domingo, eles faziam um sacrifício. De madrugada. Porque era o único tempo que eles tinham, porque deviam passar o dia do domingo trabalhando, porque não tinha feriado para eles. Muitos deles eram escravos, servos, empregados, e tinham que viver a sua vida. Muitos eram perseguidos, não tinham essa “vida mansa” que nós temos, de ter o domingo completamente liberado. E, no entanto, viviam o mistério do domingo. A tal ponto que os Santos Padres primeiros autores cristãos, diziam: sine Dominica non possumos, ou seja, nós não podemos existir sem o domingo. Isso quer dizer que o domingo é uma necessidade existencial da Igreja.

É tal a profundidade e a importância do domingo que o papa João Paulo II, de feliz memória, dedicou uma carta inteira ao domingo. Veja, aqui está a importância, porque o papa notou que nós estamos secularizando as coisas. Estamos perdendo o sentido do tempo sagrado.

Hoje as pessoas só pensam em “fim de semana”. Mas este é um conceito que para nós cristãos não é central. Para nós o importante não é o fim de semana, mas é o domingo. Então você deve desejar para as pessoas um “bom domingo”, um “feliz domingo”, um “santo domingo”, um dia da visitação do Senhor. Porque a palavra domingo,dominicus que dizer “do Senhor”. É o dia do Senhor. Dia de Deus, pertence a ele. Então não é uma coisa permutável.

Lídice: — Houve em algum momento na Igreja uma “oficialização” de que o Domingo seria o Dia do Senhor? Algum decreto ou algo que tornou isso oficial? ou ele veio com o costume mesmo e seguiu até hoje?

Pe. Paulo: — Veja, é uma coisa espantosa que desde os primeiríssimos momentos da Igreja, ela se reúne no domingo. Não houve um “decreto”, mas foi essa consciência da importância daquele dia. E vejam que os primeiros cristãos ainda estava muito ligados ao templo de Jerusalém. Nós vemos nos Atos dos Apóstolos São Pedro frequentando o templo, etc. Mas, ao mesmo tempo em que eles vão ao templo, em que os cristãos continuam indo à sinagoga no sábado, eles se reunem no primeiro dia da semana para celebrar a Eucaristia. É aqui que nós temos esse conceito da Páscoa semanal. O domingo é o núcleo, digamos, do Ano Litúrgico. Depois foi que veio a ideia de que se poderia celebrar a festa da Páscoa anual, mas antes já havia o domingo, a páscoa semanal. Depois é que foi sendo acrescentada uma série de outras festividades em que a Igreja, vivendo o Ano Litúrgico, vive uma grande pedagogia espiritual. Se nós vivêssemos o Ano Litúrgico do jeito que ele deveria ser: Tempo Pascal, Quaresma, Advento, Tempo do Natal, nós estamos numa escola de santidade. O Tempo Litúrgico é uma escola de santidade sem dúvida alguma. Mas o núcleo, o centro do Ano Litúrgico, é o domingo.

Lembremo-nos disso: a Igreja perde a sua própria essência se ela perder o domingo.Nós estamos aqui diante de algo muito grave, não diante de um detalhezinho. Desculpem-me o palavreado popular, mas não é uma “frescura”, uma bobagem. Nós estamos aqui diante do centro. Se existe algo que faz a Igreja e que faz o cristão, é o domingo. Por isso não em cabimento essa história dos nossos irmãozinhos Adventistas do Sétimo Dia, que de alguma forma ainda vivem muito fixados no antigo testamento, guardando o sábado, mas não somente. A atitude dos Adventistas com relação ao Antigo Testamento é de muito apego a muitas prescrições do Antigo Testamento, de forma que eles ainda estão, de alguma forma, no judaísmo. Não entraram na “novidade cristã”. É claro que se você pegar os Dez Mandamento
s, no Antigo Testamento, eles pedem para guardar o sábado, é evidente. Mas nós, cristãos, não estamos mais no Antigo Testamento. Nós estamos na Nova Aliança, nós estamos num novo tempo, em que Deus de certa forma “fez” para nós o domingo. “Este é o dia que o Senhor fez para nós”.

Lídice: — Eu gostaria que o senhor falasse agora para os jovens, Os jovens “curtem” muito o domingo, os passeios… O que o senhor diria para essa juventude?

Pe. Paulo: — Eu diria a você, meu irmão, minha irmã, que é jovem e está na vida que floresce: procure uma felicidade que não se apaga com as luzes de sábado à noite. Você vai sábado à noite para a balada. Mas sai, volta para casa, as luzes se apagam, e aquela felicidade também se apaga. Nós, que cremos, buscamos uma felicidade que está em Deus. Um “tempo de Deus”. Um tempo em que Deus visita você. Deus está visitando você nessa noite. Nesse domingo que inicia agora, com a primeira estrela que aparece. Deixe uma estrela aparecer na sua vida. Que ela guie você para o Domingo de Deus, o tempo em que Deus visita a sua vida, bate à sua porta. Ele quer entrar.

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3 respostas em “Pe. Paulo Ricardo na TV Canção Nova: Oitavo Dia.

  1. Li tudo, atentamente aqui esboçado de forma clara e objetiva. Reformulei meus conceitos e aprimorei meus conhecimentos, portanto, o padre Paulo está de parabens.
    Hoje, 26/09/09, acompanhei via Canção Nova, o seu programa sobre os males espirituais. Não sei se é o momento e o lugar certo para um pergunta, mas vou faze-la assim mesmo. Tive uma faze da minha vida de igreja, muito boa, mas joguei essa oportunidade no lixo e sinto que por conta de pecado grave, o Espírito Santo me deixou a pesar de ter me confessado. Será que ainda tenho chance para receber sua graça? E continuar meu trabalho pastoral?
    Ficarei muito feliz se me der uma resposta! Um abraço
    em Cristo! Leão.

    • Prezado Leão,

      Uma vez que você se confessou, tendo cumprido a sua penitência, e se possível efetuou a reparação, claro que está livre para a ação da Graça, e continuar o seu trabalho pastoral. Quanto a perceber a presença do Espírito Santo, ou a sua atuação, quando se amadurece na fé, é comum que se sinta uma certa ausência, uma aridez espiritual (alguns santos a chamaram “noite escura”). Não sei se é a isso que se refere. Mas é normal haver momentos em que a oração e as práticas de piedade em geral não trazem conforto ou alívio para a alma, não há aquele “aquecer” dentro de si. Isso faz parte de crescer na fé, e de aprender que devemos orar e praticar a fé porque amamos a Deus, e não pelo conforto, pela alegria, pelo bem-estar que nos traz e que transborda. Essas fases não duram para sempre, no entanto. Te aconselho a procurar um sacerdote para que a dúvida seja totalmente sanada.
      Fique com Deus e espero que tenha sido de alguma ajuda !

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