Estudo Bíblico sobre a Santíssima Trindade

SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

“Fazei discípulos batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”

I. A PALAVRA DE DEUS
II. APONTMANTOS
III. LUZES PARA A VIDA CRISTÃ
IV. PADRES DA IGREJA
V. CATECISMO DA IGREJA
VI. PALAVRAS DE LUIS FERNANDO

I. A PALAVRA DE DEUS

Dt 4, 32-34. 39-40: “O Senhor é o único Deus; não há outro”

Moisés falou com povo, dizendo:

— «Procura cuidadosamente nos tempos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem na terra. Pergunta se houve jamais, de uma extremidade dos céus à outra, uma coisa tão extraordinária como esta, e se jamais se ouviu coisa semelhante. Houve, porventura, um povo que, como tu, tenha ouvido a voz de Deus falando do seio do fogo, sem perder a vida? Algum deus tentou jamais escolher para si uma nação do meio de outra, por meio de provas e de sinais, de prodígios e de guerras, com mão poderosa e braço estendido, e de prodígios espantosos, como o Senhor, vosso Deus, fez por vós no Egito diante de vossos olhos?

Sabe, pois, agora, e grava em teu coração que o Senhor é Deus, e que não há outro em cima no céu, nem embaixo na terra. Observa suas leis e suas prescrições que hoje te prescrevo, para que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, e prolongues teus dias para sempre na terra que te dá o Senhor, teu Deus.».

Sal 32(33), 4-5.6.9.18-19.20.22: “Ditosa a nação cujo Deus é o Senhor”

A palavra do Senhor é reta,
em todas as suas obras resplandece a fidelidade:
ele ama a justiça e o direito,
da bondade do Senhor está cheia a terra.
A palavra do Senhor fez os céus,
e pelo sopro de sua boca todo o seu exército.
Porque ele disse e tudo foi feito,
ele ordenou e tudo existiu.  
Os olhos do Senhor estão pousados sobre os que o temem,
sobre os que esperam na sua bondade,
a fim de livrar-lhes a alma da morte
e nutri-los no tempo da fome.
Nossa alma espera no Senhor,
porque ele é nosso amparo e nosso escudo.
Que vossa misericórdia, Senhor, venha sobre nós,
como a esperamos de vós.   
Rom 8, 14-17: “Recebemos um espírito de filhos adotivos”

Irmãos:

Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.

Não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! 

O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. E, se somos filhos, também somos herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados.

Mt 28, 16-20: “Ide e fazei discípulos todos os povos”

Naquele tempo os onze discípulos foram para a Galileia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado.

Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda.

Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse:

– Toda autoridade me foi dada no céu e na terra.

Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi.

Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo».

II. APONTAMENTOS

Cremos, como verdade revelada, que Deus é um e único, que fora Dele não há outros deuses (1ª leitura). Como verdade revelada cremos também que Deus, sendo um, é comunhão de três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Três pessoas distintas, não três deuses distintos. São um só Deus, porque possuem a mesma natureza divina.

Deus em si mesmo não é, portanto, um ser solitário nem imóvel: é Comunhão divina de Amor. O Pai desde toda a eternidade se entrega ao Filho, o Filho desde toda a eternidade acolhe o Pai e se entrega também a Ele em um dinamismo de mútua entrega e acolhida que é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo.

Mas, como chegou ao nosso conhecimento este profundo Mistério, impossível de ser conhecido e plenamente compreendido pela simples razão humana? Foi o Filho quem o revelou: «Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou.» (Jo 1,18). O Senhor Jesus, o Filho que por nossa reconciliação se fez homem, revelou o Pai e o Espírito Santo, revelou a unidade e a comunhão existente entre eles.

No Evangelho deste Domingo vemos o Senhor Jesus que, antes de voltar definitivamente para o Pai, encarrega seus Apóstolos de uma missão muito específica: «Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi».

Batizar, do grego baptízó, significa literalmente “inundar”, “introduzir dentro da água”. Também o Senhor foi batizado por João, submerso nas águas do Jordão. O batismo de João era um “batismo de penitência”, devotado àqueles que, arrependidos de seus pecados, queriam inundar ou sepultar na água sua vida antiga para, purificados, renascer e ressurgir para uma nova vida. O Senhor insistiu em ser batizado por João, apesar de nele não haver pecado algum (ver Mt 3, 14-15).

Naquela ocasião o Batista anunciava que, diferente dele, que batizava com água, o Senhor batizaria «com o Espírito Santo» (Mc 1, 7 8). Com efeito, o Batismo oferecido pelo Senhor Jesus é muito superior ao batismo de João, posto que já não é tão somente um símbolo, mas sim realiza verdadeiramente aquilo que simboliza: liberta o homem da culpa original e perdoa seus pecados. Resgata-o da escravidão do mal e marca seu renascimento espiritual, comunicando uma vida nova que é participação na vida de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.

O Batismo que o Senhor manda conferir aos que creiam nele submerge não só em água (gesto simplificado e substituído na Igreja latina pela da tripla infusão com água na cabeça do candidato), mas naquele outro “Batismo” de Cristo, o de sua Morte e Ressurreição (ver Lc 12, 50; Mc 10, 38). Por isso seu valor transcende absolutamente ao dos antigos ritos batismais, tanto judeus como também pagãos, que, embora significassem uma purificação interior e uma mudança de vida, não eram mais que abluções incapazes de apagar realmente os pecados e, menos ainda, de efetuar uma transformação radical do pecador. Além disso, o Batismo cristão, pelo poder de Cristo Ressuscitado conferido pelo Senhor aos seus Apóstolos (ver Mt 28, 18-19), é um sinal eficaz que também comunica realmente o perdão dos pecados e confere uma vida nova pelo Espírito Santo. Por uma real transformação interior os «batizados em Cristo» (Gal 3, 27) tornam-se verdadeiramente «filhos de Deus» (ver 1 Jo 3, 2).

O Senhor manda que seus Apóstolos batizem “em nome de….” Isto quer dizer não só “em lugar de”, “em representação de”. Na mentalidade hebreia, o nome de alguém substituía a própria pessoa. Ao ser pronunciado ou invocado o nome de alguém sobre uma coisa, esta ficava intimamente ligada com a pessoa nomeada, passava a ser propriedade dela. O mesmo acontecia com o nome de Deus. Batizar «em  nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» significa, portanto, consagrar a pessoa a Deus, fazê-la pertencer totalmente a Ele, incorporando-a Àquele cujo nome era pronunciado, incorporando-a a Deus, uno e trino. Verdadeiramente o Batismo cristão «significa e realiza a morte ao pecado e a entrada na vida da Santíssima Trindade através da configuração com o mistério pascal de Cristo» (Catecismo da Igreja Católica, 1239).

III. LUZES PARA A VIDA CRISTÃ

Chama a atenção que o ser humano, para ser feliz, necessite de outros, de outros “tu” humanos como ele. Ninguém pode achar a felicidade na solidão. Ao contrário, o que tanto tememos é ficar sozinho. Isso é o que menos queremos, pois uma profunda tristeza e desolação inunda quem carece de alguém que o ame e a quem possa amar.

Enquanto a tristeza inunda quem se acha existencialmente sozinho, a alegria e a felicidade transbordam do coração de quem experimenta o amor e a comunhão com seus seres amados. Sim, a mais autêntica e profunda felicidade procede da comunhão das pessoas, comunhão que é fruto do mútuo conhecimento e amor. Sem o outro, e sem o Outro por excelência, a criatura humana não pode chegar a ser feliz, porque é impossível que se realize como pessoa humana.

Sem dúvida parece muito contraditório que a felicidade de alguém seja encontrada em si mesmo, e não  “fora de si”, quer dizer, no outro, na comunhão com o outro. A opção pela auto-suficiência, pela independência dos outros, por não amar a ninguém para não sofrer, pelo próprio egoísmo, afasta cada vez mais do coração humano a felicidade que tanto busca e está chamado a viver. Quem, por qualquer razão, opta por fechar-se aos outros termina frustrado e amargurado em sua busca pela felicidade, concluindo equivocadamente que esta na realidade não existe, que é uma bela mas inalcançável ilusão para o ser humano. O fracasso na busca não se deve à sua inexistência, mas sim ao fato de que se escolheu o caminho equivocado.

E por que o Senhor Jesus quis nos falar da intimidade de Deus? Por que é tão importante que o ser humano saiba algo que é tão incompreensível para a mente humana? Deus uno, e ao mesmo tempo três pessoas? Sem dúvida podemos encontrar uma razão poderosa na afirmação de Santa Catarina de Siena: «Em sua natureza, deidade eterna, conhecerei minha natureza». O ser humano é um mistério para si mesmo, e «para conhecer o homem, o homem verdadeiro, o homem integral, é necessário conhecer Deus» (S.S. Paulo VI). Conhecer Deus, o Mistério da Santíssima Trindade, é conhecer minha origem, é compreender o mistério que sou eu mesmo, é entender que eu fui criado pessoa humana por Deus-Comunhão de Amor para participar de sua mesma vida e comunhão, para participar da mesma felicidade que Ele vive em si mesmo.

Assim, o que o Senhor Jesus nos revelou do mistério de Deus joga uma luz poderosa sobre nossa própria natureza, sobre as necessidades profundas que experimentamos, sobre a necessidade que temos de viver o amor de Cristo e a comunhão com outras pessoas semelhantes a nós para nos realizarmos plenamente. Com efeito, criados à imagem e semelhança de Deus, criados por quem é Amor e para o amor, precisamos viver a mútua entrega e acolhida que as Pessoas divinas vivem entre si para chegar a ser verdadeiramente felizes. E o caminho concreto para viver isso não é outro senão o que Jesus Cristo nos mostrou, o da entrega aos outros, do amor que se faz dom de si mesmo no serviço aos irmãos humanos e na reverente acolhida do outro: «amai-vos uns aos outros como eu vos amei» (Jo 15,12).

IV. PADRES DA IGREJA

São Gregório Nacianceno: «Acima de tudo, guardem-me este bom depósito, pelo qual vivo e combato, com o qual quero morrer, que me faz suportar todos os males e desprezar todos os prazeres: quero dizer a profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Confio-lhes isso hoje. Por ela lhes introduzirei dentro em pouco na água e lhes tirarei dela. Dou-a a vocês como companheira e padroeira de toda sua vida. Dou-lhes uma só Divindade e Poder, pois existe Uma nos Três, e contém os Três de uma maneira distinta. Divindade sem distinção de substância ou de natureza, sem grau superior que eleve ou grau inferior que abaixe… É a infinita conaturalidade de três infinitos. Cada um, considerado em si mesmo, é Deus todo inteiro… Deus os Três considerados em conjunto… Nem comecei a pensar na unidade e já a Trindade me banha com seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade e já a unidade me possui de novo».

Santo Ambrósio: «professaste — não o esqueça — sua fé no Pai, no Filho, no Espírito Santo. Vive conforme o que fizeste. (…) Recorda tua profissão de fé no Pai, no Filho, no Espírito Santo. Isto não significa que creias em um que é o maior, em outro que é menor, em outro que é o último, mas sim que o próprio tom de sua profissão de fé te induz a crer no Filho tal como no Pai, no Espírito tal como no Filho».

Santo Antonio de Pádua (Doutor da Igreja): «O Pai, o Filho e o Espírito Santo são da mesma substância e de uma inseparável igualdade. A unidade reside na essência, a pluralidade nas pessoas. O Senhor indica abertamente a unidade da divina essência e a Trindade das pessoas quando diz: “batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Não diz “nos nomes” e sim “no nome”. Assim nos ensina a unidade na essência. Mas, prosseguindo, emprega três nomes, para nos ensinar que há três pessoas».

V. CATECISMO DA IGREJA

233. Os cristãos são batizados «em nome» do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e não «nos nomes» deles porque não há senão um só Deus – o Pai Onipotente, o Seu Filho Unigênito e o Espírito Santo: a Santíssima Trindade.

O mistério central da fé

234. O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. É o mistério de Deus em si mesmo. E, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé e a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na «hierarquia das verdades da fé». «Toda a história da salvação não é senão a história do caminho e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e único, Pai, Filho e Espírito Santo, Se revela, reconcilia consigo e Se une aos homens que se afastam do pecado».

237. A Trindade é um mistério de fé em sentido estrito, um dos «mistérios ocultos em Deus, que não podem ser conhecidos se não forem revelados lá do alto». É verdade que Deus deixou traços do seu Ser trinitário na obra da criação e na sua revelação ao longo do Antigo Testamento. Mas a intimidade do seu Ser como Trindade Santíssima constitui um mistério inacessível à razão sozinha e, mesmo, à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo.

240. Jesus revelou que Deus é «Pai» num sentido inédito: não o é somente enquanto Criador: é Pai eternamente em relação ao seu Filho único, o qual, eternamente, só é Filho em relação ao Pai: «Ninguém conhece o Filho senão o Pai, nem ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar» (Mt 11, 27).

242. Na esteira deles, seguindo a tradição apostólica, no primeiro concílio ecumênico de Niceia, em 325, a Igreja confessou que o Filho é «consubstancial» ao Pai (44), quer dizer, um só Deus com Ele. O segundo concilio ecumênico, reunido em Constantinopla em 381, guardou esta expressão na sua formulação do Credo de Niceia e confessou «o Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos, luz da luz. Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai».

243. Antes da sua Páscoa, Jesus anuncia o envio de um «outro Paráclito»(Defensor), o Espírito Santo. Agindo desde a criação e tendo outrora «falado pelos profetas», o Espírito Santo estará agora junto dos discípulos, e neles, para os ensinar e os guiar «para a verdade total» (Jo 16, 13). E, assim, o Espírito Santo é revelado como uma outra pessoa divina, em relação a Jesus e ao Pai.

244. A origem eterna do Espírito revela-se na sua missão temporal. O Espírito Santo é enviado aos Apóstolos e à Igreja, tanto pelo Pai, em nome do Filho, como pessoalmente pelo Filho, depois do seu regresso ao Pai. O envio da pessoa do Espírito, após a glorificação de Jesus revela em plenitude o mistério da Santíssima Trindade.

Chamados A participar da vida de Deus, Comunhão de Amor

260. O fim último de toda a economia divina é o acesso das criaturas à unidade perfeita da bem-aventurada Trindade. Mas já desde agora nós somos chamados a ser habitados pela Santíssima Trindade: «Quem me tem amor, diz o Senhor, porá em prática as minhas palavras. Meu Pai amá-lo-á; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada» (Jo 14, 23):

1997. A graça é uma participação na vida de Deus, introduz-nos na intimidade da vida trinitária: pelo Batismo, o cristão participa na graça de Cristo, cabeça do seu corpo; como «filho adotivo», pode doravante chamar «Pai» a Deus, em união como seu Filho Unigênito; e recebe a vida do Espírito, que lhe infunde a caridade e forma a Igreja.

VI. PALAVRAS DE LUIS FERNANDO (conforme textos publicados)

«À luz do mistério trinitário — onde descobrimos, não sem assombro e maravilha, o Pai comunicando, como perfeito gerador, a natureza divina ao Filho e o amor mútuo do Pai e do Filho: o Espírito; e como Comunhão criadora e reconciliadora vemos sua ação criando e reconciliando —, como ensinamento de vida, recebemos a consciência do valor da pessoa, sua abertura dialogal, assim como a necessária dimensão comunicativa dos bens, acima de tudo os pessoais: os talentos que o Senhor nos concedeu; e também, obviamente, os bens perecíveis.

»Então como um dom que o mistério trinitário ilumina na vida humana temos a dimensão pessoal, aberta ao encontro, comunicativa e serviçal da existência, como projeto a realizar a partir da própria liberdade acolhendo o Plano divino.

»Igualmente, o mistério ilumina a realidade do valor infinito de cada ser humano, que é irredutível aos outro: a dimensão de valor da pessoa, de onde surge a ideia da missão própria contemplada no Plano de Deus desde todos os tempos. Cada qual, segundo o desígnio divino impresso em sua natureza, vê brotar na originalidade de seu existir uma missão que constitui caminho de realização para a plenitude da felicidade no Senhor. Tudo isto é realidade decisiva para a pessoa, iluminada extraordinariamente ao descobrir, pela revelação da comunhão da Trindade na unidade, que cada pessoa é para a outra a partir de sua singularidade inconfundível.

»Também como ensinamentos para a vida concreta, que brotam da contemplação do mistério da Trindade criadora, temos que, ser pessoa é estar em reverente abertura ao outro. Os outros não são o inferno, como dizia Sartre, e sim um convite a plenificar-me pela comunicação e pelo amoroso serviço. Comprometer-me no serviço a todos, mas preferencialmente aos mais necessitados e pobres, é desdobrar-me a partir da permanência de meu ser, em posse de minha liberdade, realizando-me no encontro com o irmão. Quão claramente se percebe isso no texto do Evangelho segundo São Mateus (ver Mt 25, 31-46) onde se descreve a cena do julgamento final, ou na prece de Jesus no Evangelho segundo São João (ver Jo 17)!»

 

Fonte: Movimento de Vida Cristã

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