Católico pode fazer Yoga?

Fonte: Dom Henrique

O que a doutrina da Igreja católica tem a nos dizer a respeito das técnicas de controle da mente tais como Yoga, Meditação Transcendental, etc? (Cristino)

(1) Quanto à Yoga. Trata-se de uma técnica de harmonização da mente com o corpo. A própria palavra “yoga” quer dizer unir, ligar. Seria, então a união do homem aparente, tal como o conhecemos, com a realidade profunda que se acha dentro de cada indivíduo. A Yoga nasceu num ambiente hinduísta e tem uma filosofia hinduísta, incompatível com a fé cristã: (1) tudo é Deus; nós somos uma centelha de Deus; (2) o exercício da yoga faz-nos desligar do mundo material e entrar em nós até tomarmos consciência de que somos um centelha de Deus; (3) nós somos somente espírito, e nos reencarnaremos enquanto não nos desligarmos totalmente do corpo. A yoga ajuda a me desencarnar e não mais reencarnar.

Por outro lado, os exercícios da Yoga estimulam o metabolismo, ativam a circulação do sangue, favorecem o funcionamento das glândulas e acalmam os nervos. Proporcionam, assim, paz de espírito e bem-estar físico, que facilitam a concentração. Ora, o simples exercício da Yoga, separado das idéias religiosas nas quais nasceram esses exercícios, não tem problema para um católico. Um cristão pode praticar a técnica da Yoga, sem aceitar, de modo algum, suas idéias religiosas. Agora, é preciso ter cuidado, porque muitos professores, junto com a técnica, passam também essas idéias incompatíveis com a fé cristã. A técnica é boa e é permitida a um cristão; as idéias, de modo nenhum! Que fique claro: não somos centelhas de Deus, não somos somente espírito, não nos reencarnaremos, o mundo material não é ilusão!

Quanto à meditação, os cristãos têm seus próprios métodos. Basta procurar conhecer o que ensinam os monges cristãos, Santo Inácio de Loyola, Santa Teresa d’Ávila e São João da Cruz!

(2) Quanto à Meditação Transcendental, parece com a Yoga, só que sem os exercícios. Trata-se mais de um relaxamento movido por um mantra (frase repetida à exaustão para fazer a pessoa concentrar-se e desligar-se de toda a realidade exterior e de todas as idéias). As concepções religiosas da Meditação Transcendental são as mesmas da Yoga, portanto, são inaceitáveis para um cristão. Quanto ao exercício em si, como relaxamento praticado várias vezes ao dia, há muitíssimos casos de pessoas que tiveram seríssimos problemas físicos e mentais por causa desse tipo de meditação. No começo, sentem-se bem; depois de um tempo, é um desastre! Há depoimentos de mestres de Meditação Transcendental que após algum tempo, foram enfraquecendo fisicamente, a ponto de não poderem caminhar direito nem levarem nenhum peso, além de sofrerem manifestações esquizofrênicas, excesso de cólera e impulsos incontroláveis.

Então, resumindo: a Yoga somente como exercício: sim, um cristão pode praticá-la.

A Meditação Transcendental: não. É desaconselhável!

As idéias religiosas e a “filosofia”, sejam da Yoga, sejam da Meditação Transcendental: de modo nenhum! São totalmente incompatíveis com o cristianismo!

Método de meditação para um cristão: o dos monges do deserto, o da oração de Jesus (pode-se encontrar no livro “O peregrino russo”, o de SantaTeresa d’Ávila, o de São João da Cruz, o de Santo Inácio de Loyola.

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Advento – Catecismo da Igreja Católica

§ 522

A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal imensidão que Deus quis prepará-lo durante séculos. Ritos e sacrifícios, figuras e símbolos da “Primeira Aliança”, tudo ele faz convergir para Cristo; anuncia-o pela boca dos profetas que se sucedem em Israel. Desperta, além disso, no coração dos pagãos a obscura expectativa desta vinda.

§ 523

São João Batista é o precursor imediato do Senhor, enviado para preparar-lhe o caminho. “Profeta do Altíssimo” (Lc; 1,76), ele supera todos os profetas, deles é o último, inaugura o Evangelho; saúda a vinda de Cristo desde o seio de sua mãe e encontra sua alegria em ser “o amigo do esposo” (Jo 3,29), que designa como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Precedendo a Jesus “com o espírito e o poder de Elias” (Lc 1,17), dá-lhe testemunho por sua pregação, seu batismo de conversão e, finalmente, seu martírio.

§ 524

Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda. Pela celebração da natividade e do martírio do Precursor, a Igreja se une a seu desejo: “É preciso que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30).