Quartas feiras de São José

 

É costume entre os devotos de São José dedicar-lhe um dia na semana; e assim como se consagra a Nossa Senhora o sábado, assim os devotos de São José dedicam a nosso Santo as quartas-feiras.

Além da missa e comunhão, com que costumam honrar o Santo Patriarca, fazem-lhe também algumas orações e devoções particulares. É muito própria para esse dia a coroinha que escreveu e rezava o Revmo. Pe. Xifré, superior geral dos Missionários do Coração de Maria, que morreu em odor de santidade.

 

Coroa de São José, Esposo Castíssimo da Mãe de Deus

– Para implorar seu auxílio em qualquer necessidade

V. Louvemos de todo o coração o Senhor Deus nosso, honrando e recomendando-nos com muito fervor a São José, escolhido para a dignidade mais alta e excelente, depois da divina maternidade.
R. Por todos os séculos dos séculos.

Louvemos e demos graças à Trindade generosíssima, por ter adornado o glorioso Patriarca São José, mais que nenhum outro santo, com seus celestes dons divinos e carismas.
R. Por todos os séculos dos séculos.

Louvemos e demos graças à Trindade bondosíssima, por ter constituído o glorioso São José sobre sua família, e havê-lo instituído em nosso favor, fiel administrador de todos os seus bens.
R. Por todos os séculos dos séculos.

Louvado, exaltado e glorificado seja o Pai Eterno, por ter escolhido o excelso São José para que junto ao Filho de Deus, fizesse suas vezes na terra, e por lhe ter dado um coração amoroso e paternal para com o divino Filho, e supliquemos-lhe com grande fervor e profundíssima humildade, nos conceda benignamente o que tanto desejamos.
Amém.
Pai Nosso, Ave-Maria, Glória

Louvado, exaltado e glorificado seja o Filho Unigênito, por ter recebido o excelso São José por seu Pai adotivo, e infundido em seu coração um cuidado amoroso e diligente para zelar por sua vida, alimentá-lo, vesti-lo e defendê-lo; e supliquemos-lhe confiantemente nos conceda a graça de que tanto necessitamos.
Amém.
Pai Nosso, Ave-Maria, Glória

Louvado, exaltado e glorificado seja o Espírito Divino, que no egrégio São José deu à Virgem Imaculada um esposo castíssimo, muito semelhante à celeste Senhora, e fiel custódio da sua virgindade, enchendo ao mesmo tempo o coração do ilustre Patriarca de muito amor e grande estima do tesouro que lhe tinha confiado; e roguemos-lhe e até importunemo-lo humildemente e com afeto de filhos, para conseguir a graça de que tanto precisamos, que tanto desejamos, e pela qual tanto suspiramos.
Amém.
Pai Nosso, Ave-Maria, Glória


ORAÇÃO

Ó glorioso São José, a quem o Pai Eterno comunicou sua paternidade, o Filho divino honrou com esta mesma qualidade e o Espírito Santo escolheu para ser esposo de sua mesma Esposa; eu vos felicito e vos dou mil parabéns, porque fostes levantado a tão alta dignidade e adornado de tantas graças. Mas lembrai-vos ó glorioso Santo, que de alguma maneira também sois nosso pai, porque o sois de Jesus, nosso irmão maior. Não esqueçais ainda que sois verdadeiro esposo de nossa Mãe muita amada e por esse mesmo título também pai dos filhinhos daquele Coração Imaculado. Ora, cheios de confiança filial, erguemos hoje os olhos e os fitamos nesse vosso rosto bondosíssimo, e a Vós bradamos na presente necessidade, bem assim como os pintinhos constantemente bradam por suas mães, e ainda com muito mais razão, porque não há amor de mãe, por extremosa que seja, que iguale nem se possa comparar ao amor que Vós nos tendes. Lançai, pois, um olhar amoroso para os que assim vos contemplam, e para os que a Vós clamam do fundo de seus corações. Compadeçam-se essas entranhas, já de si tão ternas, das necessidades em que nos encontramos.
Ó Pai amado, que nossas obras digam com o nome que levais, que significa acréscimo; desempenhai dignamente o título de Padroeiro e Protetor universal, que vos dá a Igreja. Fazei conosco segundo a multidão de vossas misericórdias, e sejam as obras garantia de vossos ofícios: fazei, enfim, como quem sois. Olhai, Pai misericordiosíssimo, que não mudastes de condição, que o vosso poder estende-se a todas as nossas necessidades; eia, zelai por vossa honra. E se tudo isto não bastar, vo-lo pedimos pelo grande amor que tivestes a vossa amada Esposa e ao bom Jesus, de cuja divina presença desejamos gozar convosco, por toda a eternidade, na celeste Jerusalém.
Amém.

Fonte: MRP

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Jaculatórias ao Sagrado Coração de Jesus

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Bendito seja o Sacratíssimo Coração de Jesus no Santíssimo Sacramento.

Coração de Jesus, em Ti confio.
Coração de Jesus, Ardente de amor por nós, inflamai nosso coração em teu amor.
Coração de Jesus, convertei aos pobres blasfemos.
Coração de Jesus, inflamado em nosso amor, inflamai nosso coração em amor por vós.
Coração de Jesus, que eu vos ame e vos faça amar.
Coração Divino de Jesus, convertei aos pecadores, salvai aos moribundos, livrai as almas santas do purgatório.
Coração Eucarístico de Jesus, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade.
Coração Sacratíssimo de Jesus, tende misericórdia de nós.
Doce Coração de Jesus, sede meu amor.
Doce Coração de Jesus, tende piedade de nós e de nossos irmãos pecadores.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que vos ame sempre mais e mais.
Glória, amor e gratidão ao Sagrado Coração de Jesus.
Oh! Coração de amor, eu ponho toda minha confiança em ti, porque tudo temo de minha fraqueza, mas tudo espero de vossas bondades.
Sacratíssimo Coração de Jesus, tende piedade de nós .
Sagrado Coração de Jesus, confortai em vossa agonia por um anjo, confortai-nos em nossa agonia.
Sagrado Coração de Jesus, creio em vosso amor por mim.
Sagrado Coração de Jesus, protegei nossas famílias.
Sagrado Coração de Jesus, sede conhecido, sede amado, sede imitado.
Sagrado Coração de Jesus, venha a nós teu reino.
Sagrado Coração de Jesus, eu me dou a Vós por Maria.
Seja amado em todas partes o Sagrado Coração de Jesus.
Tudo por Ti, Coração Sacratíssimo de Jesus!
Coração dulcíssimo de Maria, preparai-nos um caminho seguro.
Doce Coração de Maria, sede a salvação minha.
Doce Coração de Maria, sede minha salvação.
Puríssimo Coração de Maria, virgem Santíssima, alcançai-nos de Jesus a pureza e a humildade de Coração.

Fonte: Derradeiras Graças.

Invocações ao Sagrado Coração

 

CJesus1

Amor do Coração de Jesus, abrasai meu coração.

Formosura do Coração de Jesus, cativai meu coração.

Bondade do Coração de Jesus, atrai meu coração.

Caridade do Coração de Jesus, derramai-vos em meu coração.

Clêmencia do Coração de Jesus, consolai meu coração.

Domínio do Coração de Jesus, sujeitai meu coração.

Doçura do Coração de Jesus, penetrai meu coração.

Equidade do Coração de Jesus, regrai meu coração.

Eternidade do Coração de Jesus, encheis meu coração.

Fidelidade do Coração de Jesus, protegei meu coração.

Força do Coração de Jesus, sustentai meu coração.

Glória do Coração de Jesus, ocupai meu coração.

Grandeza do Coração de Jesus, confundi meu coração.

Humildade do Coração de Jesus, humilhai meu coração.

Imutabilidade do Coração de Jesus, fixai meu coração.

Justiça do Coração de Jesus, não abandoneis meu coração.

Liberalidade do Coração de Jesus, enriquecei meu coração.

Luz do Coração de Jesus, iluminai meu coração.

misericórdia do Coração de Jesus, perdoai meu coração.

Obediência do Coração de Jesus, submetei meu coração.

Paciência do Coração de Jesus, não vos canseis de meu coração.

Presença do Coração de Jesus, apaixonai meu coração.

Providência do Coração de Jesus, velai sobre meu coração.

Reino do Coração de Jesus, establecei-vos em meu coração.

Sabedoria do Coração de Jesus, conduzi meu coração.

Santidade do Coração de Jesus, purificai meu coração.

Silêncio do Coração de Jesus, falai a meu coração.

Ciência do Coração de Jesus, ensinai a meu coração.

Poder do Coração de Jesus, assegurai meu coração.

Vontade do Coração de Jesus, dispõe de meu coração.

Zelo do Coração de Jesus, devorai meu coração.

São José Operário

1º DE MAIO

32. SÃO JOSÉ OPERÁRIO

Memória

– O trabalho, um dom de Deus.

– Sentido humano e sobrenatural do trabalho.

– Amar a nossa ocupação profissional.

A memória de São José Operário vem-se celebrando liturgicamente desde 1955. A Igreja recorda assim – seguindo o exemplo de São José e sob o seu patrocínio – o valor humano e sobrenatural do trabalho. Todo o trabalho humano é colaboração com a obra de Deus Criador, e por Jesus Cristo converte-se – na medida do amor a Deus e da caridade com os outros – em verdadeira oração e em apostolado.

I. VIVERÁS DO TRABALHO das tuas mãos…1

A Igreja, ao apresentar-nos hoje São José como modelo, não se limita a louvar uma forma de trabalho, mas a dignidade e o valor de todo o trabalho humano honrado. Na primeira Leitura da Missa2, lemos a narração do Gênesis em que o homem surge como participante da Criação. A Sagrada Escritura também nos diz que Deus colocou o homem no jardim do Éden paraque o cultivasse e guardasse3.

O trabalho foi desde o princípio um preceito para o homem, uma exigência da sua condição de criatura e expressão da sua dignidade. É a forma como colabora com a Providência divina sobre o mundo. Com o pecado original, a forma dessa colaboração, o como, sofreu uma alteração: A terra será maldita por tua causa – lemos também no Gênesis4 –;com fadiga te alimentarás dela todos os dias da tua vida… Comerás o pão com o suor do teu rosto…

O que deveria ser realizado de um modo sereno e aprazível, tornou-se depois da queda original trabalhoso, e muitas vezes esgotador. No entanto, permanece inalterada a realidade de que o trabalho em si está relacionado com o Criador e colabora com o plano de redenção dos homens. As condições que o rodeiam fizeram com que alguns o considerassem um castigo, ou que, pela malícia do coração do homem, se convertesse numa simples mercadoria ou num “instrumento de opressão”, a tal ponto que por vezes se torna impossível compreender a sua grandeza e dignidade. E há ainda os que pensam que é um meio de ganhar dinheiro, a serviço da vaidade, da auto-afirmação, do egoísmo… Em todas essas atitudes, esquece-se que o trabalho é de per si obra divina, porque é colaboração com Deus e oferenda que se lhe faz, meio por excelência de adquirir e desenvolver as virtudes humanas e sobrenaturais.

É freqüente observar que a sociedade materialista dos nossos dias aprecia os homens “pelo que ganham”, pela sua capacidade de obter um maior nível de bem-estar econômico. “É hora de que todos nós, cristãos, anunciemos bem alto que o trabalho é um dom de Deus, e que não faz nenhum sentido dividir os homens em diferentes categorias, conforme os tipos de trabalho, considerando umas ocupações mais nobres do que outras. O trabalho, todo o trabalho, é testemunho da dignidade do homem, do seu domínio sobre a criação; é meio de desenvolvimento da personalidade; é vínculo de união com os outros seres; fonte de recursos para o sustento da família; meio de contribuir para o progresso da sociedade em que se vive e para o progresso de toda a humanidade”5.

Tudo isto no-lo recorda a festa de hoje6, ao propor-nos São José como modelo e padroeiro: um homem que viveu do seu ofício, a quem devemos recorrer com freqüência para que não se degrade nem se distorça o trabalho que temos entre mãos, pois não raras vezes, quando se esquece Deus, “a matéria sai da oficina enobrecida, ao passo que os homens se envilecem”7. O nosso trabalho, com a ajuda de São José, deve sair das nossas mãos como uma oferenda gratíssima ao Senhor, convertido em oração.

II. O EVANGELHO DA MISSA8 mostra-nos, uma vez mais, como Jesus é conhecido em Nazaré pelo seu trabalho. Quando voltou à sua terra, os seus conterrâneos comentavam: Não é este o filho do carpinteiro? A sua mãe não é Maria?… Em outro lugar, a Escritura diz que, como acontece em tantas ocasiões, Jesus continuou o ofício daquele que na terra fez junto dEle as vezes de pai: Não é este o carpinteiro, filho de Maria?…9

Ao ser assumido pelo Filho de Deus, o trabalho ficou santificado e, desde então, pode converter-se numa tarefa redentora se o unirmos a Cristo, Redentor do mundo. A fadiga, o esforço, as dificuldades, que são conseqüências do pecado original, convertem-se com Cristo em algo de imenso valor sobrenatural. Sabemos que o homem foi associado à obra redentora de Jesus Cristo, “o qual conferiu uma dignidade eminente ao trabalho quando trabalhou em Nazaré com as suas próprias mãos”10.

Qualquer trabalho nobre pode chegar a ser uma tarefa que aperfeiçoa aquele que o realiza bem como toda a sociedade, e pode converter-se em meio de ajudar os outros através da comunhão que existe entre todos os membros do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja. Mas, para isso, é necessário não esquecer o fim sobrenatural que devem ter todos os atos da vida, mesmo os que se apresentam como muito duros ou difíceis: “O condenado às galés bem sabe que rema a fim de mover um barco, mas, para reconhecer que isso dá sentido à sua existência, terá que aprofundar no significado que a dor e o castigo têm para um cristão; quer dizer, terá que encarar a sua situação como uma possibilidade de identificar-se com Cristo. Pois bem, se por ignorância ou por desprezo não o consegue, chegará a odiar o seu “trabalho”. Um efeito similar pode dar-se quando o fruto ou o resultado do trabalho (não a sua retribuição econômica, mas aquilo que se “trabalhou”, “elaborou” ou “fez”) se perde numa lonjura de que quase não se tem notícia”11. Quantas pessoas, infelizmente, se dirigem todas as manhãs ao seu “trabalho” como se fossem para as galés! Vão remar um barco que não sabem para onde se dirige, e aliás sem se importarem com isso. Só esperam o fim de semana e o ordenado. Esse trabalho, evidentemente, não dignifica, não santifica; dificilmente servirá para desenvolver a personalidade.

Pensemos hoje, junto de São José, no valor que damos às nossas ocupações, no esforço que pomos em acabá-las com perfeição, na pontualidade, na competência profissional, na serenidade – não contraposta à urgência – com que as realizamos… Se o nosso trabalho for sempre humanamente bem feito, poderemos dizer com a liturgia da Missa de hoje: Ó Deus, fonte de todos os benefícios, olhai as oferendas que vos apresentamos na festa de São José, e fazei que estes dons se transformem em fonte de graça para aqueles que vos invocam12.

III. OBRA BEM FEITA é aquela que se executa com amor. Ter apreço pelo trabalho profissional, pelo ofício que se exerce, é talvez o primeiro passo para dignificá-lo e para elevá-lo ao plano sobrenatural. Devemos pôr o coração nas tarefas que temos entre mãos, e não fazê-lo “porque não há outro remédio”. “Meu filho, aquele homem que veio ver-me esta manhã – aquele de blusão cor de terra – não é um homem honesto […]. Exerce a profissão de caricaturista num jornal ilustrado. Isso lhe dá de que viver, ocupa-lhe as horas do dia. E, no entanto, sempre fala com repugnância do seu ofício e diz: «Se eu pudesse ser pintor! Mas é indispensável que desenhe essas bobagens para poder comer. Não olhe para os bonecos, homem, não os veja! Comércio puro…» Quer dizer que trabalha unicamente pelo lucro. E deixou que o seu espírito se ausentasse daquilo em que ocupa as mãos. Porque tem o seu trabalho na conta de coisa muito vil. Mas eu te digo, filho, que se o trabalho do meu amigo é tão vil, se os seus desenhos podem ser chamados bobagens, a razão está justamente em que ele não pôs neles o seu espírito. Não há tarefa que não se torne nobre e santa quando o espírito nela reside. É nobre e santa a tarefa do caricaturista, como a do carpinteiro e a do lixeiro […]. Há uma maneira de fazer caricaturas, de trabalhar a madeira […], que revela que se pôs amor nessa atividade, cuidados de perfeição e harmonia, e uma pequena chispa de fogo pessoal: isso que os artistas chamam estilo próprio, e que não há obra nem obrinha humana em que não possa florescer. Essa é a boa maneira de trabalhar. A outra, a de menosprezar o ofício, tendo-o por vil, ao invés de redimi-lo e secretamente transformá-lo, é má e imoral. O visitante de blusão cor de terra é, pois, um homem imoral, porque não ama o seu ofício”13.

São José ensina-nos a realizar bem o ofício que nos ocupa tantas horas: as tarefas domésticas, o laboratório, o arado ou o computador, o trabalho de carregar pacotes ou de cuidar da portaria de um edifício… A categoria de um trabalho reside na sua capacidade de nos aperfeiçoar humana e sobrenaturalmente, nas possibilidades que nos oferece de levar adiante a família e de colaborar nas obras em favor dos homens, na ajuda que através dele prestamos à sociedade…

São José, enquanto trabalhava, tinha Jesus diante de si. Pedia-lhe que segurasse uma madeira enquanto ele a serrava, ensinava-lhe a manejar o formão e a plaina… Quando se sentia cansado, olhava para o seu filho, que era o Filho de Deus, e aquela tarefa adquiria aos seus olhos um novo vigor, porque sabia que com o seu trabalho colaborava com os planos misteriosos, mas reais, da salvação. Peçamos-lhe hoje que nos ensine a ter essa presença de Deus que ele teve enquanto exercia o seu ofício. E não nos esqueçamos de Santa Maria, a quem vamos dedicar com muito amor este mês de Maio que hoje começa. Não nos esqueçamos de oferecer em sua honra todos estes dias, alguma hora de trabalho ou de estudo, mais intensa, mais bem acabada.

(1) Sl 127, 1-2; cfr. Antífona de entrada da Missa de 1º de maio; (2) Gen 1, 26; 2, 3; (3) Gen 2, 15; (4) Gen 3, 17-19; (5) Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 47; (6) João Paulo II, Exort. Apost. Redemptoris custos, 15-VIII-1989, 22; (7) Pio XI, Enc.Quadragesimo anno, 15-V-1931; (8) Mt 13, 54-58; (9) Mc 6, 3; (10) Conc. Vat. II, Const. Gaudium et spes, 67; (11) P. Berglar, Opus Dei, Rialp, Madrid, 1987, pág. 309; (12) Oração sobre as oferendas da Missa de 1º de maio; (13) E. D’Ors,Aprendizaje y heroísmo: grandeza y servidumbre de la inteligencia, EUNSA, Pamplona, 1973, págs. 19-20.

 

Fonte: Falar com Deus

Mês Mariano: Pedir as graças que os outros recusam

 

mariaarautosSe, porventura, tomamos consciência de que nosso amor mariano é débil e fraco, devemos fazer um pedido a Nossa Senhora.

Por sua onipotente intercessão, a Santíssima Virgem faz chover de modo contínuo sobre o mundo graças de devoção e de fidelidade a Ela, assim como graças de repúdio ao mal e às tentações do demônio. E, infelizmente, essas graças não são recolhidas nem correspondidas da maneira tão ampla como deveriam ser. Muitas delas caem em chão arenoso ou em pedras onde não desabrocham. Devemos, então, ser sensíveis a essa prodigalidade de dons celestiais, não permitir que se desperdicem, e dirigir a Nossa Senhora esta súplica:

Ó minha Mãe, por vossa insondável misericórdia, concedei-me todas as graças que os outros não aproveitam. Enchei minha alma com as dádivas divinas que reservastes para terceiros e que foram recusadas. Desse modo, correspondendo eu, amparado por vosso maternal auxílio, poderei reparar em algo a tristeza que representa para Vós a visão dessa caudal de graças sem aproveitamento. E que assim, ao menos neste vosso mísero escravo, resplandeça o dom feito aos homens. Amém.”

 

 

É uma prece a ser feita em todos os dias do mês de maio, por aqueles que se sentirem movidos interiormente a isso. Por exemplo, ao recebermos a Sagrada Eucaristia, expressemos a Nosso Senhor, por meio de sua Mãe Santíssima, o nosso desejo de que essas graças se recolham em nossa alma, que sejamos tochas ardentes de amor a Eles, e o receptáculo de todo espírito de incompatibilidade com o pecado e o mal, que devem caracterizar o verdadeiro católico.

Novena à Divina Misericórdia

 

"Em cada dia da novena, conduzirás ao Meu coração um grupo diferente de almas, e as mergulharás no oceano da minha Misericórdia. Eu conduzirei todas as almas à casa do meu Pai… Por minha parte, nada negarei a nenhuma daquelas almas que tu conduzirás à fonte da minha Misericórdia. Cada dia pedirás a meu Pai, pela minha amarga Paixão, graças para essas almas."

Após a meditação e oração específicas de cada dia, reza-se o Terço da Divina Misericórdia.

Primeiro dia

Hoje traze-me a humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da minha Misericórdia. Com isso Me consolarás na amarga tristeza em que Me afunda a perda das almas.

Misericordiosíssimo Jesus, de quem é próprio ter compaixão de nós e nos perdoar, não olheis os nossos pecados, mas a confiança que depositamos em Vossa infinita bondade. Acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e nunca nos deixeis sair dele. Nós vo-lo pedimos pelo amor que Vos une ao Pai e ao Espírito Santo.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão, mostrai-nos a Vossa Misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Segundo dia

Hoje traze-Me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na minha insondável Misericórdia. Elas Me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como por canais, corre para a humanidade a minha Misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, de quem provém tudo que é bom, aumentai em nós a graça, para que pratiquemos dignas obras de misericórdia, a fim de que aqueles que olham para nós, glorifiquem o Pai da Misericórdia que está no Céu.

Eterno Pai, dirigi o olhar da vossa Misericórdia para a porção eleita da vossa vinha: para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da vossa bênção e, pelos sentimentos do Coração de vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da vossa luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação e juntamente com eles cantar a glória da vossa insondável Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Terceiro dia

Hoje traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da minha Misericórdia. Estas almas consolaram-Me na Via-sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.

Misericordiosíssimo Jesus, que concedeis prodigamente a todas as graças do tesouro da vossa Misericórdia, acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e não nos deixeis sair dele pelos séculos; suplicamo-Vos pelo amor inconcebível de que está inflamado o vosso Coração para com o Pai Celestial.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas fiéis, como a herança do vosso Filho. Pela sua dolorosa Paixão concedei-lhes a vossa bênção e cercai-as da vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas com toda a multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a vossa imensa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Quarto dia

Hoje traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o meu Coração. Mergulha-os no mar da minha Misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz de todo o mundo, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas dos pagãos que ainda não Vos conhecem. Que os raios da vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem as maravilhas da vossa Misericórdia e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atraí-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Quinto dia

Hoje traze-Me as almas dos Cristãos separados da Unidade da Igreja e mergulha-as no mar da minha Misericórdia. Na minha amarga Paixão dilaceravam o meu Corpo e o meu Coração, isto é, a minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a minha Paixão.

Misericordiosíssimo Jesus que sois a própria Bondade, Vós não negais a luz àqueles que Vos pedem, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas dos nossos irmãos separados, e atraí-os pela vossa luz à unidade da Igreja e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração, mas fazei com que também eles glorifiquem a riqueza da vossa Misericórdia.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os vossos bens e abusaram das vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros, mas para o amor do vosso Filho e para a sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a vossa Misericórdia por toda a eternidade. Amém.

Sexto dia

Hoje traze-Me as almas mansas, assim como as almas das criancinhas, e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas são as mais semelhantes ao meu Coração. Elas reconfortaram-Me na minha amarga Paixão da minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a minha graça; às almas humildes favoreço com a minha confiança.

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes: "Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração", aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas mansas e humildes e as almas das criancinhas. Estas almas encantam o Céu todo e são a especial predileção do Pai Celestial, são como um ramalhete diante do trono de Deus, com cujo perfume o próprio Deus se deleita. Estas almas têm a mansão permanente no Coração compassivo de Jesus e cantam sem cessar um hino de amor e misericórdia pelos séculos.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas mansas e humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a vosso Filho; o perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o vosso trono. Pai de Misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas, abençoai o mundo todo, para que todas as almas cantem juntamente a glória à vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Sétimo dia

Hoje traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a minha Misericórdia e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.

Misericordiosíssimo Jesus, cujo Coração é o próprio amor, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas que honram a glorificam de maneira especial a grandeza da vossa Misericórdia. Estas almas tornadas poderosas pela força do próprio Deus, avançam entre penas e adversidades, confiando na vossa Misericórdia. Estas almas estão unidas com Jesus e carregam sobre os seus ombros a humanidade toda. Elas não serão julgadas severamente, mas a vossa Misericórdia as envolverá no momento da morte.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que glorificam e honram o vosso maior atributo, isto é, a vossa inescrutável Misericórdia; elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Estas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino de misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a vossa Misericórdia segundo a esperança e confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: "As almas que veneram a minha insondável Misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a vida, especialmente na hora da morte, como minha glória." Amém.

Oitavo dia

Hoje traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia; que as torrentes do meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas estas almas são muito amadas por Mim, pagam as dívidas à minha Justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Tira do tesouro da minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmolas do espírito e pagarias as suas dívidas à minha Justiça.

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes que quereis misericórdia, eis que estou trazendo à mansão do vosso compassivo Coração as almas do Purgatório, almas que Vos são muito queridas e que no entanto devem dar reparação à vossa Justiça; que as torrentes de Sangue e Água que brotaram do vosso Coração apaguem as chamas do fogo do Purgatório, para que também ali seja glorificado o poder da vossa Misericórdia.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Alma santíssima, mostreis vossa Misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da vossa Justiça; não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a vossa bondade e Misericórdia são incomensuráveis. Amém.

Nono dia

Hoje traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o meu Coração. Foi da alma tíbia que a minha Alma sentiu repugnância no Horto. Elas levaram-Me a dizer: Pai afasta de Mim este cálice, se assim for a vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer a minha Misericórdia.

Ó compassivo Jesus, que sois a própria Compaixão, trago à mansão do vosso compassivo Coração as almas tíbias; que se aqueçam no fogo do vosso amor puro estas almas geladas, que, semelhantes a cadáveres, Vos enchem de tanta repugnância. Ó Jesus, muito compassivo, usai a onipotência da vossa Misericórdia e atraí-as até ao fogo do vosso amor e concedei-lhes o amor santo, porque Vós tudo podeis.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão do vosso Filho e por sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da vossa Misericórdia… Amém.

Todos os Santos

 

Alguém já disse que a Igreja é uma “Fábrica de Santos”; certamente trata-se de uma deveras profunda. Se o motivo da existência da Igreja fundada por Jesus (sobre esta pedra edificarei a minha Igreja) é ensinar a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ou seja, evangelizar a todos, qual o motivo último senão que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade, numa palavra, que todos sejam santos? “Sede santos, como vosso Pai do céu é santo.”

No entanto, diante de nossas fraquezas e limitações, nossos pecados e inclinações, poderíamos achar que o Evangelho seria algo muito bonito, uma mensagem produnda da paz que plasmou a cultura dos povos, mas uma grande e bela utopia, algo inatingível para nós, simples humanso e pecadores. Neste momento, eis que diante de nossos olhos, literalmente, à vista de seus rostos, de suas imagens são-nos propostas as vidas de homens e mulheres, crianças, adultos e idosos, ricos e pobres, nobres e plebeus, de todas as etinias e épocas, que, em seu próprio estado de vida, vocação e profissão, tornaram-se referência viva do Evangelho. De fato, os santos, são o audiovisual da fé, a Sagrada Escritura em multimídia. Seus rostos, suas histórias, suas vidas, são um resumo, cada um a seu modo, da Palavra de Deus.

Se podemos afirmar a Deus escreveu dois livros, um escrito – a Bíblia, outro feito de imagens – a criação, e que se é possível chegar a Ele e ler sua assinatura nestas duas obras-primas, podemos dizer sem sombra de dúvida, que a Igreja escreveu um terceiro livro, de certa forma, resumo dos dois, feito de palavras e rostos, imagens que ensinam por si só a beleza da Boa-Nova, de como se pode ser feliz. Bem-Aventurado nesta vida quem faz da Palavra Eterna do Pai, a fonte de sua existência…

Celebramos a festa de todos os Santos e Santas de Deus, nossos antepassados que nos ensinam – são nossas histórias de família – que é possível chegar ao céu, que vale a pena viver na graça de Deus aqui na terra, que o céu se conquista fazendo o bem. Bendito seja Deus, nos seus Anjos e nos seus Santos!

Texto retirado do Folheto “A Missa”, da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. (06/11/2011)

Oração das Mães pela Fé dos Filhos

 

PELA INTERCESSÃO DE SANTA MÔNICA

Senhor, somos Mães Cristãs. Com a vossa ajuda e a dos nossos esposos, temos gerado nossos filhos pra esta vida temporal. Nosso ideal, porém, não termina aqui. Queremos, também gerá-los para a vida eterna. Com este propósito, queremos, com a mesma tenacidade e confiança de Santa Mônica, dirigir a Vós estas nossas preces:

RESPOSTA: Ajudai-nos Senhor.

Para que a exemplo de Santa Mônica, saibamos guiar os nossos filhos até Vós, com a nossa vida decididamente cristã. Rezemos…

Para que, na nossa família saibamos acolher o dom da vida, como um presente da vossa bondade, e ensinemos aos nossos filhos a amá-la e respeitá-la. Rezemos…

Para que os nossos filhos sejam, um dia, homens e mulheres amadurecidos e responsáveis, solidários com os outros e comprometidos com a sociedade e com a Igreja. Rezemos…

Para que em união com os nossos esposos, façamos da nossa família uma comunidade de amor, onde reinem o respeito, o diálogo e a mútua colaboração. Rezemos…

Para que o Senhor se digne semear na alma de algum dos nossos filhos e filhas o germe da vocação religiosa ou sacerdotal e saibamos, com amor, colaborar para o crescimento desta vocação. Rezemos…

Para que com o nosso exemplo de vivência na fé, façamos que os nossos filhos possam crescer no conhecimento e no amor à Diocese e à Paróquia onde vivemos, colaborando nos movimentos de Apostolado e em união com a Família Agostiniana Recoleta. Rezemos…

Par que, se algum filho nosso, vacilar na fé e se desviar do bom caminho, saibamos: pais, irmãos e familiares, envolvê-lo com amor, compreensão e orações, para conseguirmos o seu retorno. Rezemos…

ORAÇÃO

Maria, Mãe da Consolação, que consolastes a Santa Mônica, dando-lhe a imensa alegria de ver a vitória da graça na inteligência e no coração do seu filho Agostinho; sede vós também o nosso consolo e dai-nos a alegria de ver os nossos filhos firmes na fé que semeamos em suas almas. E se algum deles se desviar, que tenhamos a alegria de vê-lo retornar à fé, onde, com plena confiança, aguardamos a realização plena do nosso ideal e das vossas promessas.

Senhor: Concedei-nos que, imitando Santa Mônica, saibamos, com ela, viver a nossa fé com plena delicadeza. E que como ela, também, saibamos influenciar positivamente na fé de nossos filhos, para que um dia possamos ter a plena satisfação de vê-los, todos juntos, na vossa glória por toda a eternidade. Amém.

Oração pedindo a intercessão do Beato João Paulo II

 

 

BeatoJPII

ORAÇÃO PEDINDO GRAÇAS

POR INTERCESSÃO DO BEATO

JOÃO PAULO II, PAPA

Ó Trindade Santa, nós Vos agradecemos  por ter dado à Igreja o Beato João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor.

Confiando totalmente na vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna Convosco. Segundo a Vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos vossos santos. Amém

Com a aprovação eclesiástica
AGOSTINO CARD. VALLINI
Vigário Geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma
Comunicar as graças recebidas a:
Postulazione della Causa di Canonizzazione
del Beato Giovanni Paolo II
Piazza S. Giovanni in Laterano, 6/a – 00184 Roma

Celebrações da memória facultativa de S. Jorge

 

Texto da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

Celebrações da memória facultativa de São Jorge durante o Sábado Santo

                     23 de abril de 2011 –

1. A Igreja existe a partir de Jesus Cristo. Em cada gesto que realiza, seja rezando, seja no convívio fraterno, na prática da caridade ou no culto aos santos, o centro de sua vida é sempre o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Este mistério é celebrado incessantemente, ocorrendo, no entanto, dias de especial celebração. Conforme antiga tradição, a data mais importante para os cristãos é a Páscoa. Todas as demais festividades ficam a ela subordinadas.
2. Também conforme antiga tradição, a indicação da data da Páscoa é móvel, pois obedece ao calendário lunar. Dependendo do dia em que a mesma é celebrada, pode ocorrer a coincidência com outras festas que, embora ligadas ao mistério de Jesus Cristo, deixam de ser celebradas porque a Ele se remetem indiretamente. É isto que ocorreu este ano, ao se juntarem, no mesmo dia, a grande Solenidade Pascal, maior de todas as festas, com a memória facultativa do mártir São Jorge. Na hierarquia das celebrações, as solenidades ocupam o lugar mais alto e as memórias facultativas, como o próprio nome indica, podem deixar de ser celebradas.
3. Em geral, as memórias facultativas ligam-se a tradições locais, ao carinho com um santo ou santa. São Jorge, por exemplo, recebe o carinho, isto é, a devoção em várias partes do mundo. No Rio de Janeiro, existem algumas igrejas que levam seu nome e mesmo outras que, não lhe sendo diretamente dedicadas, celebram a memória facultativa de São Jorge.
4. Como, pois, integrar corretamente a celebração do grande Dia do Senhor com a memória facultativa de São Jorge? Reconhecendo que, na variedade dos locais, cada um tem seu jeito próprio de o fazer, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, após ouvir os padres que mais diretamente se envolvem nas festividades de São Jorge, o Conselho Presbiteral, os Vigários Episcopais e outras instâncias do governo arquidiocesano, determina o que segue:
4.1 O Sábado Santo é um dia de oração e reflexão pessoal acerca da pessoa e a mensagem de Jesus Cristo. Não deve ser considerado apenas como um grande feriado para atividades de lazer, que, embora humanamente válidas, não esgotam a beleza do ser humano, que é também chamado à prece e ao recolhimento.
4.2 Para tanto, as igrejas diretamente dedicadas a São Jorge e aquelas que historicamente celebram sua memória poderão permanecer abertas no dia 23 de abril, propiciando aos fiéis a oração pessoal e comunitária. Para as orações comunitárias, a Arquidiocese do Rio de Janeiro preparou texto litúrgico específico e insubstituível.
4.3 Sob justificativa alguma, celebrar-se-ão missas. A única celebração será a grande Vigília Pascal, que só poderá ser celebrada a partir do por do sol, no próximo dia 23 de abril, previsto, de acordo com os órgãos oficiais, para as 17:33.
4.4 Do mesmo modo, procissões e outras manifestações públicas, tais como barracas, alvoradas, queima de fogos e similares, não poderão ocorrer no dia 23 de abril, Sábado Santo, antes da Vigília Pascal. A manutenção do ambiente de oração e recolhimento onera diretamente a consciência dos responsáveis, clérigos ou leigos.
4.5 Os atos públicos, solenes e festivos, só poderão ocorrer após a Vigília Pascal, seja na noite do dia 23, seja ao longo do dia 24, Domingo da Páscoa.
4.6 Em todas as celebrações, seja Cristo Senhor o centro. As celebrações pascais adquirem prioridade absoluta. As referências a São Jorge devem ser feitas à luz do mistério da ressurreição.
5. Todos os cristãos são, portanto, convocados a darem, com São Jorge e com todos os demais santos e santas, firme testemunho de amor a Cristo Ressuscitado, celebrando condignamente os mistérios pascais. Os santos são cristãos que, em suas épocas, viveram radicalmente a fidelidade a Jesus Cristo. Serão eles os primeiros a não aceitarem ocupar posição mais importante que as celebrações pascais.